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O chanceler saudita Adel al-Jubeir afirmou que o país desenvolverá suas próprias armas nucleares caso o Irã resolva reiniciar seu programa atômico. O serviço russo da Rádio Sputnik pediu a Amichai Stein, correspondente da Corporação de Radiodifusão israelense, para comentar a situação.
Falando sobre as capacidades tecnológicas dos sauditas, o analista frisou que o país não possui infraestrutura para desenvolver armas nucleares."Caso eles realmente queiram armas nucleares, então precisam comprá-las no exterior", explicou o especialista em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik.
Amichai Stein recordou que não foi somente a Arábia Saudita que tinha expressado sua intenção de obter acesso à energia nuclear, mas também tais países como o Egito e a Turquia. Segundo o especialista, isso pode desencadear no Oriente Médio uma corrida nuclear.
"A Arábia Saudita se vê como o maior defensor da região do Golfo contra o Irã. Caso a Arábia Saudita e o Irã obtenham armas nucleares [isso pode resultar em conflito]", explicou.
Quando perguntado sobre a provável reação de outros países, Amichai Stein deu como exemplo possíveis reações dos EUA, Israel, Rússia e dos países europeus.
"Israel teria pedido para que a administração estadunidense não permitisse que a Arábia Saudita pudesse desenvolver a energia nuclear", disse o analista, destacando que se trata precisamente da energia, não de armas nucleares.
A maior parte dos países, como a Rússia ou a China, não veem nenhum problema no desenvolvimento da energia nuclear, acrescentou.
Enquanto isso, Stein confessou que não sabe qual seria a resposta dos EUA caso a Arábia Saudita pedisse para o país tal tipo de tecnologias. A administração de Trump tem boas relações com a Arábia Saudita, contudo, o mesmo pode ser dito em relação a Israel.
"É uma boa questão, o que faria Trump nessa situação, caso a Arábia Saudita lhe peça tecnologias para desenvolver a energia nuclear", frisou.
Para concluir, o especialista comentou como a Europa pode agir para assegurar a paz na região. "Em minha opinião, a Europa ficou em uma situação complicada, já que precisa mostrar que é capaz de impedir o Irã de obter armas nucleares e assegurar que o país cumpra as obrigações [no âmbito do acordo nuclear]. Seria realmente um teste para a Europa."
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