
Para que serviria uma verba destinada a promover a democracia em um outros países, por parte dos americanos? Tradicionalmente, o quando os EUA falam em promoção da democracia, nos remete a golpes de estado e ações militares.
Por exemplo, os americanos promoveram a democracia no Iraque e no Afeganistão. No Brasil, em 64 e no resto da América Latina com golpes de direita na operação Condor. Tudo isso se chama “promoção de democracia”, dentro do governo americano.
O senador republicano da Flórida, Marco Rubio, que preside o Subcomitê para o Hemisfério Ocidental do Comitê de Relações Exteriores do Senado, garantiu US $ 20 milhões à Venezuela e US $ 15 milhões para Cuba. A cifra destinada à Venezuela é mais que o dobro do que o Departamento de Estado havia solicitado ao Congresso em sua proposta orçamentária, que sofreu grandes cortes nos recursos destinados aos programas no exterior. Em sua justificativa, o Departamento de Estado solicitou US $ 10 milhões para programas relacionados a Cuba e outros US $ 9 milhões para a Venezuela.
Rubio também garantiu US $ 391 milhões para “assistência em questões de segurança e programas de direitos humanos” na Colômbia, além de US $ 5 milhões para a “promoção da democracia e apoio à sociedade civil” na Nicarágua. Os programas de cooperação com os países da América Central receberam US $ 515 milhões na proposta do Senado.
Foi aprovado também o repasse de US $3.3 bilhões para Israel para “assistência em questões de segurança”.
Agora, após diversos golpes na América Latina, é só esperar pelos próximos episódios da intervenção branda ou guerra híbrida contra os países soberanos das Américas.
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