O professor e jornalista Aureo Mafra de Moraes é investigado pela Polícia Federal há 5 meses por supostamente ter difamado e atentado contra a honra da delegada Erika Marena, a responsável por ter mandado prender o ex-reitor da UFSC Luís Carlos Cancellier - que acabou se suicidando por não ter suportado a humilhação que enfrentou no âmbito da Operação Ouvidos Moucos.

A imagem que motivou a abertura do inquérito contra o professor Aureo é exatamente esta acima, extraída de uma reportagem de cerca de 3 minutos produzidas pelos alunos da UFSC por conta de um evento de comemoração dos 57 anos da institutição.


Em frente ao um cartaz com a foto da delegada Erika Marena e a frase "Agentes públicos que praticaram abuso de poder contra a UFSC e que levou ao suicídio do reitor." Aureo fez um discurso mas, na reportagem, a edição só apresentou o trecho em que ele dizia: “[A] reação da sociedade a tudo aquilo que nos abalou neste ano." Foi o suficiente para exaltar os ânimos da Polícia Federal. É o que conta a Folha de S. Paulo desta sexta (27).



Erika Marena pediu oficialmente a abertura do inquérito contra Aureo, ex-chefe de gabinete de Cancellier, no dia 22 de janeiro. O professor já foi interrogado sobre quem autorizou o evento da UFSC que serviu de palco para críticas às investidas da Polícia Federal contra acadêmicos.

Marena foi transferida para Sergipe após o caso. A PF, quando apresentou o relatório da Operação Ouvidos Moucos, não indicou nenhuma prova de enriquecimento ilítico por parte de Cancellier, o que só fez aumentar as críticas à atuação da força-tarefa que enquadrou o então reitor sob alegação de obstrução de Justiça.

GGN

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