Curioso porque o “centrão”, de mala e cuia, amancebou-se com Michel Temer no governo, numa paixão “jovem” destas de fazer ciúmes na D. Marcela.
Aboletados nos ministérios e cargos na Esplanada, DEM, PP, PR, PRB,PSD, PSC e outras saladas de letras acaso aderiram à “Ponte para o Futuro” do vice golpista por conta da sua juventude ou na dos seus “articuladores e formuladores” de programa de governo.
De juvenil, acredite, Alckmin só pode usar o famoso “não fui eu” em relação ao golpe e, como no caso da tradicional disputa, poucos acreditarão.
Isso só pode resultar numa campanha ridícula, como aquela “favela cenográfica” montada por José Serra em 2010. Agora, a versão jovem dos tucanos, talvez com “paquitos”, tipo Kim ou Holiday? Um “Geraldinho” no lugar de um Aecinho? Alckmin na “balada” vai ser encantador…
O mais fatal, porém, se isso fosse “para valer” e não apenas uma forma do centrão se mostrar cantando de galo com o tucano é a ideia de “afrouxar a raiz de Alckmin em São Paulo”.
Qualquer análise de marketing vai apontar que é justamente este um dos poucos pontos fortes de Geraldo Alckmin e algo que ele não pode desprezar, ainda mais porque a sua situação em terras paulistanas é muito ruim: perde para Lula e para Jair Bolsonaro, segundo as pesquisas, no eleitorado do Estado de São Paulo. Ponto forte que, claro, tem suas limitações no restante do país, especialmente no Nordeste.
Ao contrário, não haverá outro caminho para Geraldo Alckmin senão o de se mostrar conservador nos costumes, como é de fato, e respaldar-se na força econômica de seu Estado. E é assim porque o alvo prioritário do tucano deverá ser o de capturar o eleitor de Bolsonaro, justamente o candidato que sufocou com a adesão do centrão.
De resto, é querer atrair a juventude oferecendo suflê de chuchu.
TIJOLAÇO

Postar um comentário
-Os comentários reproduzidos não refletem necessariamente a linha editorial do blog
-São impublicáveis acusações de carácter criminal, insultos, linguagem grosseira ou difamatória, violações da vida privada, incitações ao ódio ou à violência, ou que preconizem violações dos direitos humanos;
-São intoleráveis comentários racistas, xenófobos, sexistas, obscenos, homofóbicos, assim como comentários de tom extremista, violento ou de qualquer forma ofensivo em questões de etnia, nacionalidade, identidade, religião, filiação política ou partidária, clube, idade, género, preferências sexuais, incapacidade ou doença;
-É inaceitável conteúdo comercial, publicitário (Compre Bicicletas ZZZ), partidário ou propagandístico (Vota Partido XXX!);
-Os comentários não podem incluir moradas, endereços de e-mail ou números de telefone;
-Não são permitidos comentários repetidos, quer estes sejam escritos no mesmo artigo ou em artigos diferentes;
-Os comentários devem visar o tema do artigo em que são submetidos. Os comentários “fora de tópico” não serão publicados;