
Em sua coluna, no Estado de São Paulo (6/7), faz uma ode a união do centro, para impedir que o PT vá para o segundo turno enfrentando o “mito”. Sem nenhum disfarce, é preciso reconhecer sua honestidade intelectual, diferente de outros colegas, Eliane questiona: ” quem quer ser responsável por um segundo turno entre o PT e o Bolsonaro”.
Mas Cantanhêde vai além, para continuar na metáfora do futebol,ela não somente veste a camiseta tucana e vai para o jogo, ousa pretender escalar o time adversário.
Ela retira o Presidente Lula da disputa e escala Haddad, ex-prefeito de São Paulo, como o substituto provável na disputa à presidência. Chega a insinuar que Lula nem deseja ser candidato.
Num momento de insanidade total diz que toda a popularidade de Lula, no final do segundo mandato, se deve à herança bendita de FHC. A torcedora esquece a inflação nas alturas, a divida pública, a crise energética, para citar algumas partes do testamento deixado pelo tucano.
Não tenho problema de comentaristas políticos terem lado e o assumirem. Só não podem – ou não deveriam – mentir. A análise política de Cantanhêde carece de discorrer sobre o seu candidato, Geraldo Alckmin que não decola como candidato.
Eliane sabe muito bem que o tucano não convence e empolga nem o partido, que tem como reserva imediato o Doria. Não o faz, para não ter que explicar as causas do baixo desempenho, que passam, entre outras coisas, pelas inúmeras denúncias de corrupção no governo paulista.
Ao fim e ao cabo, termino dizendo, calma Cantanhêde, o PT estará, sim, no segundo turno, para disputar com o centro. Talvez não com o Alckmin – Aposto em dois nomes do “centro” Marina, a eterna; e Doria, o arrumadinho -, quanto ao PT o candidato será o Lula ou quem ele indica. Mas nós colocamos o nosso time em campo. Combinado?!
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