Sem Lula, legitimidade do processo eleitoral fica comprometida, diz documento. Segundo jornal chileno, ex-presidenta deverá visitar Lula em Curitiba no final de julho

por Redação RBA 


RICARDO STUCKERT/PR Lula fora das eleições aprofundaria ainda mais a crise política no Brasil, segundo os chilenos


São Paulo – A ex-presidenta do Chile Michelle Bachelet liderou a divulgação manifesto, nesta segunda-feira (9), assinado por outras 42 políticos e personalidades do seu país em que apelam ao Judiciário brasileiro para que respeitem a Constituiçãoe garantam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de outubro. "É o que exige a democracia. E o que pedem também os democratas chilenos."



O documento, Declaração em Defesa da Democracia no Brasil e do Presidente Lula, alerta para o risco de perda de legitimidade do processo eleitoral caso o líder petista seja afastado.

"Consideramos que uma eleição sem Lula como candidato poderia vir a ter sérias impugnações de legitimidade e aprofundaria ainda mais a crise política que o Brasil tem de superar", ressaltam os chilenos.

Assinam também o manifesto o presidente do Senado chileno, Carlos Montes, e a presidenta da Câmara dos Deputados, Maya Fernández – neta do ex-presidente Salvador Allende, morto no golpe de 1973, que alçou o general Augusto Pinochet ao poder – e Isabel e Tita Parra, filha e neta da compositora e ativista Violeta Parra.

Segundo o jornal chileno La Segunda, Bachelet também deverá visitar Lula, em fins de julho, quando estará no Brasil para participar do Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva.


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