Além disso, facção tem como plano aumentar o número de filiações de mulheres em todo o País

Segundo a reportagem, o PCC provovou em 2017 cerca de 100 mortes dentro e fora dos presídios em pelo menos 13 Estados, fora os ataques contra policiais e agentes prisionais em cinco Estados. "Tudo planejado a partir da Penitenciária 2 (P2) de Presidente Venceslau, na região oeste de São Paulo." O Estado vem sendo comandado pelo PSDB há pelo menos 2 duas décadas.
A Operação Echelon, como foi batizada pelo MPE, mostra que após a prisão disciplinar diferenciada de Marco Willians Herbas Camacho, mais conhecido como Marcola, em dezembro de 2016, o PCC passou a ser comandado por uma "cúpula interina". Seus principais integrantes são os alvos de denúncia. "Ao todo, são sete homens, dos quais dois se destacavam: Claudio Barbará da Silva, o Barbará, e o sequestrador Célio Marcelo da Silva, o Bin Laden."
Com 10 mil membros em São Paulo e mais 20,4 mil em outros estados, o PCC criou um grupo chamado Sintonia Final dos Estados e Outros Países, que cuida do cadastro dos membros e também da "guerra contra facções rivais como o Comando Vermelho e a Família do Norte".
Além disso, estão recrutando pessoas "selecionadas para o curso de explosivos" que a facção pretende dar em São Paulo. "A ideia era dar instrução aos integrantes da organização para a confecção de bombas que seriam usadas em futuros atentados contra prédios públicos."
O PCC também criou um setor cometer assassinatos, chamado Sintonia Restrita. Um esquadrão de assassinos profissionais serão formados para atuar em vários estados de maneira "disciplinada".
Quanto às mulheres, a ideia é ampliar o alcance neste gênero, praticamente criando uma ala já batizada de PCC Mulher pelo MPE.
A operação também apurou que o PCC praticou atentados no Rio Grande do Norte, em Minas, em Santa Catarina, em Alagoas e no Paraná nos últimos meses.
Ao todo, são 70 homens e 5 mulheres acusados pelo crime de organização criminosa pelo Ministério Público Estadual.
GGN