Trabalhadores da Petrobras já têm greve aprovada, e funcionários dos Correios também podem parar

por Redação RBA

FUP Petroleiros se preparam para campanha em conjuntura adversa. Pessoal da ECT ameaça entrar em greve em agosto
São Paulo – Já perto da data-base (1º de setembro), os sindicatos de petroleiros ligados à Federação Única dos Petroleiros (FUP) participam na semana que vem da sétima Plenafup, a plenária nacional da entidade, "em meio a uma das mais difíceis conjunturas política e econômica da história do país". A abertura do encontro, na noite de quarta-feira (1º), será realizada na quadra da Paraíso do Tuiuti, em São Cristóvão, zona central do Rio de Janeiro. A FUP lembra que a "escola de samba do bairro operário (...) surpreendeu o país no carnaval deste ano com um enredo repleto de críticas ao golpe".



Os trabalhadores do sistema Petrobras já têm aprovada uma greve por tempo indeterminado e discutem formas de resistência ao chamado "desmonte" do setor público. "Os petroleiros, assim como outros trabalhadores de empresas estatais, enfrentam as privatizações e uma avalanche de ataques a direitos", afirma a FUP, citando o próprio acordo coletivo da categoria e "ações unilaterais" da companhia em sua gestão.

Depois da abertura, a plenária será realizada até domingo (5) em um hotel na Lapa, também na região central do Rio. Os petroleiros lembram que se trata "de um dos estados mais afetados pela entrega dos campos de petróleo e pelas privatizações no Sistema Petrobrás". O setor naval fluminense, atualmente com cerca de 8 mil trabalhadores, empregava 30 mil em 2014. "Em tempo recorde, os golpistas conseguiram desmontar o projeto nacional de soberania e de desenvolvimento, que tinha a Petrobrás e o Pré-Sal como principais alicerces."
ECT



Os trabalhadores na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) já rejeitaram uma proposta apresentada pela companhia neste mês, prevendo reajuste salarial de 1,58%. "O índice corresponde a 60% do INPC previsto para o ano de 2018 e não cobre sequer a inflação", diz a Fentect, federação nacional dos funcionários da empresa. A data-base é 1º de agosto.

Se as negociações não avançarem, os ecetistas podem entrar em greve no mês que vem. A data que vem sendo discutida é dia 7. “Em todos os sindicatos de base da Fentect houve rejeição ao reajuste proposto seguido de encaminhamento para a greve. O comando nacional de negociação se mantém em Brasília e levará o resultado das assembleias para a ECT. No entanto, as próximas assembleias, que devem acontecer até o início de agosto, já podem decidir pela paralisação”, afirma a entidade.



A categoria vem de um longo período de luta contra a retirada de direitos históricos como o plano de saúde. O presidente da ECT, Carlos Fortner, disse, na última reunião, realizada no dia 17, que tentaria chegar ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), previsto para 2,64%. Mas a Fentect afirma que não é o bastante e pede garantia da manutenção de direitos.

"Somos contra a retirada de direitos", disse o secretário-geral da Fentect, José Rivaldo. "Em virtude disso, solicitamos formalmente a ampliação do acordo coletivo atual, para que os trabalhadores não fiquem prejudicados enquanto as negociações ocorrem."

Rede Brasil Atual

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