Certo? Sim, mas não apenas.
A anulação da ordem de Moro era mais que previsível, pela razões se apontou antes, mas vai além disso.
Na verdade, o STF deu uma ordem para que a própria Suprema Corte sai da condição de “liberdade vigiada” que o juiz de Curitiba ” resolveu mantê-la.
Toffoli diz que a decisão de Moro, que nem mesmo havia sido comunicado da decisão, pelo fato de não estar sob sua jurisdição, mas da Vara de Execuções de Brasília, é uma “afronta” á decisão do Supremo.
(…)o Juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba/PR, em decisão com extravasamento de suas competências, restabeleceu medidas cautelares diversas da prisão, outrora determinadas em desfavor do paciente, à míngua de qualquer autorização deste Supremo Tribunal Federal, que, em decisão colegiada da Segunda Turma, deferiu medida cautelar em habeas corpus de ofício, para assegurar a liberdade plena ao ora reclamante até a conclusão de julgamento da ação.
O descabimento da decisão de Moro é tão flagrante que não é, claro, um erro de interpretação, mas um ato de insubmissão de um juiz à própria hirarquia do Judiciário.
Mas, se o Judiciário, em nome de seus pendores autoritários e de ódio político ideológico, assistiu inerme a tanto destes atos, a troco de que deveria agora ser respeitado?
Tanto que a tosca caricatura de procurador da República que atende pelo nome de Deltan Dallagnol já partiu a ofender Toffoli, dizendo que ele “libertou o ex-chefe”.
Infelizmente, porém, embora o Supremo tenha passado a dar alguns espasmos de dignidade, o mais provável é que tudo fique por isso mesmo, encorajando a próxima “peitada” de Moro às decisões do STF que não lhe agradarem.
TIJOLAÇO
