A militância pró Bolsonaro comemora nas redes sociais seu desempenho na entrevista no Jornal Nacional. De acordo com o Painel da Folha de S.Paulo, pesquisas qualitativas com simpatizantes de Bolsonaro mostraram que ele agradou a seu eleitorado com as críticas ao kit gay e à defesa de uma polícia letal. Analistas da XP enviaram relatório a investidores em que concluem que “ele não apenas sobreviveu, como conseguiu defender pontos de seu programa”.
Análise de especialistas em redes sociais da Universidade do Minho, em Portugal, que circula entre ministros do governo Temer, apresenta também outras conclusões. Eles se baseiam nos registros feitos pela empresa de comunicação digital AP/Exata, que acompanha, em tempo real, a movimentação em torno dos presidenciáveis.
De acordo com esses especialistas, além da vibração dos adeptos de Bolsonaro a cada estocada em William Bonner e Renata Vasconcellos, a entrevista reforçou posições e despertou reação negativa do eleitorado.
Alguns trechos do relatório:
“Engana-se quem pensa que o candidato saiu lucrando no embate. Apesar das respostas contundentes de sempre, a entrevista despertou uma militância que estava calada, mas que considera absurdas algumas posições que vêm sendo defendidas pelo presidenciável. Ao analisarmos as emoções nas redes durante a entrevista, verificamos uma queda acentuada da confiança, da esperança e do otimismo. Houve uma ascensão do pessimismo, do descrédito e da vergonha”.
A rejeição a Bolsonaro, que é a maior entre os candidatos, segundo as últimas pesquisas, tem pesado bastante para ele, o que revela uma grande dificuldade para falar a um público além dos adeptos. Portanto, se ele agradou a quem o segue e admira, houve um alto grau de sentimentos negativos de grande parte dos eleitores, perante as opiniões que proferiu”.
Os Divergentes

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