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| Ricardo Stuckert |
Da Redação
Em 5 de abril deste ano, baseada numa pesquisa Datafolha, o diário conservador paulistano decretava: “Prisão enfraquece Lula”.
Era puro wishful thinking. A base? No melhor cenário da pesquisa anterior, de janeiro, o ex-presidente aparecia com 37%. Já em abril, no melhor cenário, tinha 31%.
Não há nenhum único indício de que a pesquisa tinha a intenção de fazer Lula desistir de registrar sua candidatura.
O fato é que, em 4 meses, o ex-presidente recuperou tudo o que supostamente tinha “perdido” no Datafolha e agora registra 39%, 20 pontos a mais que Jair Bolsonaro.
No cenário sem Lula, Fernando Haddad tem apenas 4%, mas é conhecido por apenas 59% dos eleitores.
A Folha noticia que 48% dos entrevistados não votariam em um candidato indicado pelo ex-presidente, contra 49% que sim ou talvez.
Este número é menor que o de uma recente pesquisa Ibope, que falou em rejeição de 60% ao indicado por Lula.
O PT calcula que com 50% da transferências dos votos hoje garantidos pelo ex-presidente, Fernando Haddad alcançaria o segundo turno.
No cenário sem Lula, Marina Silva dobra seu percentual e está a seis pontos de Jair Bolsonaro (22% a 16%). Ciro Gomes salta de 5% para 10% em fica na terceira posição.
As primeiras peças de propaganda de campanha do PT trabalharam literalmente com a fusão da imagem entre Lula e Haddad.



Viomundo

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