Instituto revisou para baixo dados do crescimento no último trimestre de 2017 e primeiro de 2018
Mariana Carneiro
Lucas Vettorazzo
RIO DE JANEIRO
O IBGE revisou para baixo os dados do crescimento do país, mostrando um PIB (Produto Interno Bruto) mais fraco do que o que se acreditava com os dados disponíveis até então.
No primeiro trimestre do ano, em vez de um crescimento 0,4%, o PIB do período oscilou apenas 0,1% em relação ao quarto trimestre do ano passado.
Nos últimos três meses de 2017, em vez de uma expansão 0,2%, o PIB ficou no zero a zero.
As revisões mostram que, após um número mais positivo no terceiro trimestre de 2017, o PIB estagnou desde então e segue em ritmo bastante lento.
No segundo trimestre deste ano, o IBGE mostrou que a economia cresceu 0,2%. Embora o número seja mais elevado do que o do primeiro, os estatísticos do instituto oficial afirmam que o cenário é “basicamente de estabilidade”.
É um resultado ruim, dado que a economia mergulhou quase 8% na recessão e o esperado era que saísse mais rápido da crise. Mas as incertezas econômicas e políticas estão minando a confiança e, com isso, o crescimento.
Nesta cesta de adversidades, estão a paralisação dos caminhoneiros e o repique inflacionário provocado pela paralisação, além da volatilidade cambial provocada tanto pela insegurança com a sustentabilidade fiscal do país e do cenário eleitoral.
Olhando os números do PIB sob a perspectiva do ciclo econômico (taxas acumuladas em quatro trimestres), a atividade segue subindo desde o ponto mais baixo, no segundo trimestre de 2016. Mas o ritmo se moderou no início deste ano. No segundo trimestre, a velocidade ficou ainda menor.
“Ficou mais lento”, disse Rebeca de Palis, coordenadora de contas nacionais do IBGE. “A economia perdeu ritmo de crescimento no segundo trimestre.”
Rebeca explicou que a revisão dos números do PIB foi mais forte neste trimestre exatamente em razão do baque provocado pela paralisação dos caminhoneiros.
“Quando há um evento que quebra a tendência, como a greve, há uma revisão maior. Realmente a revisão foi maior neste trimestre porque o modelo do trimestre passado não tinha como prever a greve dos caminhoneiros”, disse a técnica.
As revisões dos números do passado são uma rotina nos institutos de estatística, que vão afinando os resultados à medida que mais informações sobre a economia são incorporadas aos dados coletados.
Além disso, os números na comparação trimestral são ajustados para a retirada dos efeitos sazonais, e esse cálculo leva em conta a perspectiva sobre o ritmo de crescimento da economia. Quando há eventos mudam o ritmo, as revisões são mais fortes e foi isso o que ocorreu com os dados do segundo trimestre, segundo o IBGE.
Folha
RIO DE JANEIRO
O IBGE revisou para baixo os dados do crescimento do país, mostrando um PIB (Produto Interno Bruto) mais fraco do que o que se acreditava com os dados disponíveis até então.
No primeiro trimestre do ano, em vez de um crescimento 0,4%, o PIB do período oscilou apenas 0,1% em relação ao quarto trimestre do ano passado.
Nos últimos três meses de 2017, em vez de uma expansão 0,2%, o PIB ficou no zero a zero.
As revisões mostram que, após um número mais positivo no terceiro trimestre de 2017, o PIB estagnou desde então e segue em ritmo bastante lento.
No segundo trimestre deste ano, o IBGE mostrou que a economia cresceu 0,2%. Embora o número seja mais elevado do que o do primeiro, os estatísticos do instituto oficial afirmam que o cenário é “basicamente de estabilidade”.
É um resultado ruim, dado que a economia mergulhou quase 8% na recessão e o esperado era que saísse mais rápido da crise. Mas as incertezas econômicas e políticas estão minando a confiança e, com isso, o crescimento.
Nesta cesta de adversidades, estão a paralisação dos caminhoneiros e o repique inflacionário provocado pela paralisação, além da volatilidade cambial provocada tanto pela insegurança com a sustentabilidade fiscal do país e do cenário eleitoral.
Olhando os números do PIB sob a perspectiva do ciclo econômico (taxas acumuladas em quatro trimestres), a atividade segue subindo desde o ponto mais baixo, no segundo trimestre de 2016. Mas o ritmo se moderou no início deste ano. No segundo trimestre, a velocidade ficou ainda menor.
“Ficou mais lento”, disse Rebeca de Palis, coordenadora de contas nacionais do IBGE. “A economia perdeu ritmo de crescimento no segundo trimestre.”
Rebeca explicou que a revisão dos números do PIB foi mais forte neste trimestre exatamente em razão do baque provocado pela paralisação dos caminhoneiros.
“Quando há um evento que quebra a tendência, como a greve, há uma revisão maior. Realmente a revisão foi maior neste trimestre porque o modelo do trimestre passado não tinha como prever a greve dos caminhoneiros”, disse a técnica.
As revisões dos números do passado são uma rotina nos institutos de estatística, que vão afinando os resultados à medida que mais informações sobre a economia são incorporadas aos dados coletados.
Além disso, os números na comparação trimestral são ajustados para a retirada dos efeitos sazonais, e esse cálculo leva em conta a perspectiva sobre o ritmo de crescimento da economia. Quando há eventos mudam o ritmo, as revisões são mais fortes e foi isso o que ocorreu com os dados do segundo trimestre, segundo o IBGE.
Folha

Postar um comentário
-Os comentários reproduzidos não refletem necessariamente a linha editorial do blog
-São impublicáveis acusações de carácter criminal, insultos, linguagem grosseira ou difamatória, violações da vida privada, incitações ao ódio ou à violência, ou que preconizem violações dos direitos humanos;
-São intoleráveis comentários racistas, xenófobos, sexistas, obscenos, homofóbicos, assim como comentários de tom extremista, violento ou de qualquer forma ofensivo em questões de etnia, nacionalidade, identidade, religião, filiação política ou partidária, clube, idade, género, preferências sexuais, incapacidade ou doença;
-É inaceitável conteúdo comercial, publicitário (Compre Bicicletas ZZZ), partidário ou propagandístico (Vota Partido XXX!);
-Os comentários não podem incluir moradas, endereços de e-mail ou números de telefone;
-Não são permitidos comentários repetidos, quer estes sejam escritos no mesmo artigo ou em artigos diferentes;
-Os comentários devem visar o tema do artigo em que são submetidos. Os comentários “fora de tópico” não serão publicados;