
A Folha de S. Paulo divulgou reportagem nesta segunda (6) dando a entender que o próprio jornal, além das emissoras Globo e Bandeirantes, tendem a excluir arbitrariamente o pré-candidato a vice-presidente da República Fernando Haddad (PT) dos debates eleitorais. Segundo o secretário de Comunicação do PT, Carlos Henrique Árabe, a Folha foi a primeira a definir que não vai aceitar "representante" de presidenciáveis - o que é o caso de Haddad em relação a Lula.
"Entre os organizadores de debates que não permitiriam um representante, estão a Bandeirantes e a Rede Globo", publicou a Folha.
Os veículos têm liberdade para estabelecer critérios de participação dos candidatos nos debates. Em alguns meios, por exemplo, são excluídos os candidatos que não alcançam 6% de intenções de votos nas pesquisas Datafolha e Ibope. Mas, com relação a representantes de candidatos, com exceção da Folha, não há diretrizes claras ainda.
O que se argumentaria é que Haddad teria de representar Lula justamente porque o ex-presidente é o primeiro colocado nas pesquisas de opinião.
Não à toa, a grande mídia também noticiou hoje que o PT estuda aditar uma ação já em trâmite no Tribunal Regional Federal da 4ª Região para que a juíza Carolina Lebbos seja obrigada a permitir que Lula, já na condição de pré-candidato - segundo definido no sábado (4) pelo PT nacional -, possa participar de debates e sabatinas, entre outras agendas de campanha. Pelo menos, até que a Justiça Eleitoral o declare inelegível.
Sobre Haddad ser excluído dos debates, o líder do PT no Senado Lindbergh Farias teria afirmado que o partido "explorará politicamente a exclusão do vice dos debates, caso essa decisão seja mantida."
A Folha não diz se a defesa de Lula pretende ingressar na Justiça para viabilizar a participação de Haddad.
Quem cuidará das ações pela participação de Lula nas agendas de campanha é o advogado Eugênio Aragão. Já Luiz Fernando Pereira ficará com os recursos relacionados ao registro do ex-presidente.
GGN
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