Jair Bolsonaro e a Globo se merecem, mas não há dúvidas de que, ontem, não se pode acusar o mais agressivo dos candidatos de ter sido o provocador dos bate-bocas que, aliás, só o beneficiaram.
É que, já há tempos, a Globo transformou as entrevistas com candidatos em “jornalismo de pegadinhas”, do tipo “o senhor diz isso, mas fez aquilo”, “quando o senhor foi tal coisa, fez isso”, “o senhor diz isso, mas o fulano de sua campanha diz aquilo outro” e coisas do gênero.
Ah, sim, e com pautas que prega, mas não pratica, sobre pobres, mulheres, direitos humanos, etc…
O casal de entrevistadores se assemelham a uma banca de examinadores, que deitam falação sobre o que é correto e verdadeiro e parecem só esperar que se concorde com eles.
Os problemas da indústria, do comércio, da agricultura, do trabalho, da educação, da saúde? Zero.
Já corrupção, com os ares escandalizados que nunca tiveram quando, nos governos que lhe apeteciam, é assunto dominante.
Acima disso, só “o mercado” que diz, que sabe, que quer, que precisa e que…manda.
Nenhuma vontade de fazer perguntas relevantes.
Como será a política do salário-mínimo? A de educação, inclusive o piso do magistério? Os hospitais públicos e os postos de saúde entram na conta do “privatiza tudo” proposto por seu assessor Paulo Guedes? O senhor permitirá a venda da Embraer para a Boeing? A intervenção militar no Rio produziu poucos ou nenhum resultado concreto, o senhor pretende reproduzir nacionalmente a experiência de entregar a Segurança Pública ao Exército? Vai haver efetivo para isso?
A lista poderia ser de rolar a tela do computador.
Porque a bancada do Jornal Nacional é, na verdade, um genuflexório à espera dos joelhos servis do candidatos.
TIJOLAÇO

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