A consolidação dos dados da pesquisa CNI/IBOPE divulgados pela Rede Globo hoje, são um reflexo ou retrato de um país que foi jogado no inferno econômico para a construção do ódio “verdeamarelista” da Lava Jato. Com 45% dos entrevistados se mostrando pessimistas ou muito pessimistas em relação às eleições deste ano, o país começa a enfrentar uma grave crise de legitimidade do processo eleitoral e da própria democracia. Todo esse contexto foi criado para que o pessimismo gerasse o golpe de estado e derrubasse a presidente eleita Dilma Rousseff porém, passados mais de dois anos, ninguém, nem a mídia foi capaz de tirar o país do inferno lançado em 2015.




As mulheres, segundo o IBOPE, se mostraram mais pessimistas, 47%. Não por acaso, o processo foi marcado por forte conservadorismo e questionamento de avanços sociais que tocam diretamente às mulheres. Uma das grandes perdas foi a própria Reforma Trabalhista, que definiu que uma mulher grávida pode trabalhar em áreas insalubres, entre outros grandes retrocessos. O próprio processo de impeachment foi marcado pelo machismo, por se tratar da primeira presidenta eleita no Brasil, sendo questionada inúmeras vezes por ser mulher.

Ainda existem outros fatores importantes, como a liderança do ex-presidente Lula nas pesquisas e que deverá ser impugnado nas instâncias superiores, sendo que o desejo da maioria é por conduzir Lula novamente à presidência.

O otimismo atinge apenas 23% da população, ao passo que os não estão nem otimistas e nem pessimistas acaba por coincidir com o índices históricos de abstenção, votos branco e nulos, nas eleições.

Pouco se compreende no judiciário e, principalmente, pela aristocracia brasileira legitimação da política nacional e que a unicidade do país está em jogo. A obtusidade dos comandantes da economia nacional os tornam incapazes de compreender que a tensão política atinge diretamente o mercado e que tanto o mercado, quanto a sociedade são compostos de pessoas que, enquanto pessimistas, não consomem e afundam a economia. Já unicidade se dá pelo respeito à vontade da maioria e isso, foi rasgado junto com a constituição, em 2016 e será rasgado em 2018, com a impugnação da candidatura do ex-presidente Lula.

Portanto, o pessimismo com as eleições é sinônimo de desinteresse e falta de legitimidade do próximo governo. Tudo oriundo da destruição da imagem da classe política pela mídia e pela Lava Jato, no discurso “nada presta”. O problema é que sem classe política, não há país.
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