
O direito do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de concorrer às eleições presidenciais de 2018 é assunto na imprensa ao redor do mundo. Enquanto jornais de renome internacional, como The New York Times e Público, de Portugal, estampam em suas edições desta terça (21/08) artigos sobre a importância de Lula candidato para garantir a democracia no Brasil, a imprensa brasileira censura Lula, sua campanha e as determinações internacionais que a asseguram.
No New York Times, Jorge Castañeda, ex-ministro das Relações Exteriores do México, expõe as razões pelas quais Lula tem direito a concorrer nas eleições presidenciais. Castañeda aponta que a causa de Lula é apoiada por figuras internacionais ao redor do mundo e afirma que é crucial que Lula concorra às eleições para assegurar a democracia no Brasil. Vale notar que o New York Times vem dando importância recorrente à luta de Lula pela democracia, publicando, inclusive, artigo escrito por Lula na cadeia.
No Público, o ex-primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, fala sobre a histórica determinação da ONU, que exige que Lula tenha garantido seu direito de concorrer às eleições presidenciais. O político português aborda especialmente a reação do Estado brasileiro à determinação da ONU e afirma: “eis o que vemos no Brasil: um regime completamente desmoralizado, sem parlamento, sem Governo, sem política, sem autoridade”.
Enquanto isso, a mídia brasileira tenta esconder a liderança isolada de Lula nas pesquisas de voto: mesmo preso injustamente e incomunicável, Lula não para de crescer nos levantamentos. O Jornal Nacional desta segunda-feira (20/08), por exemplo, emendou uma contrariada leitura do resultado da pesquisa Ibope à notícia de que simplesmente não irá cobrir nenhum ato de campanha de Lula. A justificativa exposta é o fato de Lula estar preso. Fica nas entrelinhas que a Globo morre de medo que o povo volte ao poder. Já tentaram calar Lula de diversas maneiras, mas a voz de Lula sempre ecoa, cada vez mais alto.
Lula
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