
E o Ibope que acaba de sair traz quadro muito semelhante ao CNT/MDA de hoje pela manhã : Lula com 37%, Bolsonaro com 18%, Marina com 6%, Ciro e Alckmin com 5% cada um. A novidade é que o Ibope pesquisou também o cenário sem Lula. Nesse caso, Bolsonaro tem 20%, Marina sobe a 12%, Ciro para 9%, Alckmin fica com 7% e Fernando Haddad chega a 4%.
O que quer dizer tudo isso? Em primeiro lugar, a coincidência dos números dos dois institutos dá certa confiança de que a situação seja mesmo essa. O crescimento de Lula mostra o acerto da estratégia de insistir em sua candidatura, e aponta que a polêmica em torno do registro no TSE, que ainda vai durar alguns dias, pode manter essa trajetória.
Para alguns, Fernando Haddad, quando colocado no lugar de Lula, deveria ter subido mais. Mas ele ainda não foi ungido por Lula como seu substituto, e já está em empate técnico (dois para lá, dois para cá) com Alckmin. Na hora em que isso acontecer é que se terá uma ideia de seu tamanho.
O trio parada dura aparece menos embolado do que na versão MDA, mas ainda assim formando um segundo pelotão que pode alimentar certas esperanças. Por ser a única que tem a característica de Lula de falar com os pobres, Marina supera os outros dois. Ciro mostra razoável resistência diante do isolamento político a que foi submetido ao perder o apoio dos partidos do Centrão para Alckmin e do PSB para o PT. O ex-governador de SP, por sua vez, mostra que só a Santa TV pode salvá-lo, já que sua competente articulação para formar uma ampla aliança e a escolha de uma boa vice parecem não ter lhe rendido votos.
Os Divergentes
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