
Com a oficialização do PT em escolher Lula como candidato à Presidência da República, uma outra pessoa, só que jurídica, passa a ter interesse na situação do ex-presidente, o próprio PT. Assim, Lula passa a ter dois grupos de advogados com atuações e interesses distintos em sua soltura.
A primeira frente, liderada por Cristiano Zanin, que já defende o ex-presidente, manterá sua estratégia de aguardar o TRF-4 liberar o processo do Triplex para seguir às cortes superiores, esgotando todos os possíveis pedidos de habeas corpus e recursos em favor do réu. Já a segunda frente, está diretamente ligada ao direito eleitoral e circunscrito no interesse do partido na isonomia de condições na disputa pela presidência, como prevê a própria lei eleitoral.
Liderados pelo ex-ministro da justiça Eugênio Aragão, uma ação já foi aberta alegando que Lula estando preso prejudicaria a igualdade de condições que deveria haver entre os partidos, já que chapa Lula/Haddad pertence ao PT. A situação se altera com a oficialização, já que a pré-candidatura é de responsabilidade pessoal de Lula e após a decisão do partido a chapa inscrita passa a ser de responsabilidade do partido. Essa situação jurídica alterada é que garante a substituição do candidato ou do vice a qualquer momento das eleições, em caso de impugnação, acidente ou força maior. Para isso, basta o exemplo de Eduardo Campos e o acidente que o vitimou, na época, o PSB pôde inscrever sua vice, Marina Silva, como substituta, já que a chapa pertencia ao PSB e não a Eduardo Campos. Se Lula for impugnado, poderá ser substituído na corrida e esse substituto deve ser Fernando Haddad.
Com a inscrição da chapa, que deve ocorrer no próximo dia 15, uma batalha judicial será aguardada e as duas frentes terão grande importância na busca pela liberdade de Lula contra o golpe de estado que se estabeleceu. Vale ressaltar que o jogo é no campo do adversário, com torcida única e o juiz tá roubando descaradamente pro time da casa. Mas, o imponderável pode acontecer.
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