![]() |
| Bolsonaro vira réu no STF pro crime de racismo Adriano Machado/Reuters - 4.7.2018 |
Próxima sessão está marcada para amanhã (28); Primeira Turma do STF decide se aceita denúncia contra candidato do PSL pelo crime de racismo
Thais Skodowski, do R7 com Agência Estado
O ministro Alexandre de Moraes pediu vista e suspendeu a sessão da Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) que julgava o recebimento da denúncia apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, pelo crime de racismo. O julgamento deve continuar na terça-feira (28).
Os ministros Roberto Barroso e Rosa Weber votaram pelo recebimento. Já o relator do processo, o ministro Marco Aurélio, e Luiz Fux rejeitaram a denúncia. A votação estava empatada quando Alexandre de Moraes pediu vista (prazo maior para analisar o processo).
Entenda o caso
Em abril deste ano, a PGR encaminhou ao STF uma denúncia contra o deputado federal pelo crime de racismo, sob a alegação de que, em palestra realizada no Clube Hebraica do Rio de Janeiro, o parlamentar “se manifestou de modo negativo e discriminatório sobre quilombolas, indígenas, refugiados, mulheres e LGBTs”.
Na palestra, Bolsonaro disse: “Alguém já viu um japonês pedindo esmola por aí? Porque é uma raça que tem vergonha na cara. Não é igual essa raça que tá aí embaixo ou como uma minoria tá ruminando aqui do lado.” Na ocasião, o parlamentar também afirmou que visitou um quilombola em El Dourado Paulista, onde “o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada! Eu acho que nem para procriador eles servem mais. Mais de um bilhão de reais por ano gasto com eles.”
Estupro
Bolsonaro já é réu no STF pelos crimes de injúria e incitação ao crime de estupro. Na manhã desta terça-feira, os deputados federais Pastor Eurico (Patri-PE) e Onyx Lorenzoni (DEM-RS) prestaram depoimento como testemunhas de defesa do candidato à Presidência da República do PSL.
Os depoimentos devem ser os últimos prestados na ação penal aberta a pedido da PGR e da deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), sobre quem Bolsonaro declarou, em 2014, que "não estupraria a deputada porque ela não mereceria".
O próximo passo no processo deve ser o interrogatório de Bolsonaro, que ainda precisa ser marcado pelo ministro Luiz Fux, relator da ação penal. Depois, são prestadas as alegações finais.
R7

Postar um comentário
-Os comentários reproduzidos não refletem necessariamente a linha editorial do blog
-São impublicáveis acusações de carácter criminal, insultos, linguagem grosseira ou difamatória, violações da vida privada, incitações ao ódio ou à violência, ou que preconizem violações dos direitos humanos;
-São intoleráveis comentários racistas, xenófobos, sexistas, obscenos, homofóbicos, assim como comentários de tom extremista, violento ou de qualquer forma ofensivo em questões de etnia, nacionalidade, identidade, religião, filiação política ou partidária, clube, idade, género, preferências sexuais, incapacidade ou doença;
-É inaceitável conteúdo comercial, publicitário (Compre Bicicletas ZZZ), partidário ou propagandístico (Vota Partido XXX!);
-Os comentários não podem incluir moradas, endereços de e-mail ou números de telefone;
-Não são permitidos comentários repetidos, quer estes sejam escritos no mesmo artigo ou em artigos diferentes;
-Os comentários devem visar o tema do artigo em que são submetidos. Os comentários “fora de tópico” não serão publicados;