© REUTERS / Marinha dos EUA/Erik Hildebrandt

A Marinha norte-americana está se reparando para a guerra contra a Rússia no Atlântico Norte, advertiu a revista The National Interest.


A edição citou a declaração do comandante da Marinha dos EUA, almirante John Richardson, que em uma de suas entrevistas assinalou que a recente atividade dos submarinos russos na região tinha atingido seu máximo nos últimos 25 anos.

De acordo com o autor da matéria, no dia de assumir o cargo, em 3 de agosto, o vice-almirante Charles Richard articulou uma ideia similar.

"Se preparem para a luta! Era a ordem do almirante Tofalo [antecessor de Charles Richard], é a minha ordem também. Somente graças à preparação de combate poderemos evitar o derramamento de sangue. Caso tal não se possa evitar, nosso povo exige a vitória. Não vamos falhar!", afirmou Richard.

Segundo analistas, tais declarações se encaixam na atual Estratégia de Defesa Nacional norte-americana. De acordo com ela, os EUA atribuem prioridade ao confronto com a Rússia e a China, e não à luta contra o terrorismo.

Em maio, o comando da Marinha dos EUA anunciou o restabelecimento da Segunda Frota, cuja zona de ação compreenderá o litoral oriental dos EUA e o Atlântico Norte. A principal tarefa da unidade, conforme a mídia, será confrontar as "pretensões territoriais de Moscou" em relação aos aliados de Washington.

Apesar da ameaça proveniente dos submarinos chineses, a Marinha dos EUA está muito mais preocupada com as ações da Marinha russa, segundo a The National Interest. A edição citou o comentário do almirante da Marinha norte-americana, James Fogo, que em 2016 qualificou as tensões entre a Rússia e os EUA como "a quarta batalha pelo Atlântico", se referindo à Primeira e Segunda Guerras Mundiais e à Guerra Fria.

Enquanto isso, os autores da matéria prestam atenção à crescente atividade da Marinha chinesa. Até 2020, 70 submarinos devem entrar em serviço do exército da China.

Sputnik Brasil

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