Ontem, o presidente do TRF-4, Carlos Thompson Flores, admitiu que deu a ordem para descumprir uma ordem judicial, ao telefonar para o chefe da Polícia Federal e mandar que não se atendesse á ordem de soltura do desembargador Rogerio Favreto, não importa se certa ou errada, para soltar Lula. Porque a história de que ligou apenas para “avisar” que despacharia “brevemente” sobre um conflito de jurisdição que sequer havia sido invocado é, por evidente, um dourar de pílula que não engana a ninguém.
Também seu diligente colega, Gebran Neto, não teve coragem de negar que disse a colegas que atropelou a lei para que Lula, nem por algumas horas, pudesse ver a luz do sol em liberdade. Disse apenas que “ninguém está autorizado” a falar por ele.
E hoje, em O Globo, já que os peixões não têm pudor, a sardinha faz a festa, com a revelação, por Ancelmo Góis, de que o Japonês da Federal, herói da Lava Jato, declarando que foi agente da ditadura infiltrado entre estudantes, nos anos 70. Newton Ishii, o personagem símbolo da onda justiceira, não é apenas um condenado por facilitação de contrabando que continuou ostentando o distintivo e a arma da Polícia Federal mas, desde jovenzinho, um dedo-duro.
Sei que a expressão é meio fora de moda, mas é do meu tempo de “dedurado” e vou usá-la.
Porque ela reflete o padrão moral de nossos “salvadores”.
Não são apenas confessos, no Brasil de hoje, acanalhado, são orgulhosos em confessar.
E a coisa não para aí. Vai a uma presidente do Supremo Tribunal Federal que sugeriu que os bons passassem a ter a ousadia dos canalhas. Não se sabe se seguiu este conselho em manobrar a pauta da Corte para adiar a decisão sobre a prisão em segunda instância.
Fico no meu tempo de garoto, sob a ditadura, onde via proliferar esta fauna de esgoto, genuflexa aos poderosos e orgulhosa do papel de estafeta que isso lhe valia.
Tirar esta gente do comando do país é desacanalhar o Brasil.
TIJOLAÇO

Postar um comentário
-Os comentários reproduzidos não refletem necessariamente a linha editorial do blog
-São impublicáveis acusações de carácter criminal, insultos, linguagem grosseira ou difamatória, violações da vida privada, incitações ao ódio ou à violência, ou que preconizem violações dos direitos humanos;
-São intoleráveis comentários racistas, xenófobos, sexistas, obscenos, homofóbicos, assim como comentários de tom extremista, violento ou de qualquer forma ofensivo em questões de etnia, nacionalidade, identidade, religião, filiação política ou partidária, clube, idade, género, preferências sexuais, incapacidade ou doença;
-É inaceitável conteúdo comercial, publicitário (Compre Bicicletas ZZZ), partidário ou propagandístico (Vota Partido XXX!);
-Os comentários não podem incluir moradas, endereços de e-mail ou números de telefone;
-Não são permitidos comentários repetidos, quer estes sejam escritos no mesmo artigo ou em artigos diferentes;
-Os comentários devem visar o tema do artigo em que são submetidos. Os comentários “fora de tópico” não serão publicados;