Assunto: Base Nacional Comum Curricular do Ensino Médio – BNCC
Nós, trabalhadores e trabalhadoras em Educação da Escola Estadual Visconde de São Laurindo, reunidos, com o propósito de estarmos em consonância com os demais professores de todo território Nacional, julgamos impróprio fazer a marcação por inteiro, do documento perguntas/respostas (Análise da proposta da BNCC).
• A Reforma do Ensino Médio, da qual a BNCC faz parte, tornou obrigatórias nas escolas de Ensino Médio apenas os componentes curriculares Português e Matemática.
• Todos os outros componentes curriculares (História, Geografia, Sociologia, Filosofia, Artes, Educação Física, Língua Estrangeira, Física, Química e Biologia) não serão mais obrigatórios.
• O currículo flexível poderá ser cumprido totalmente fora das escolas, por meio de inúmeras certificações de qualidade duvidosa e desatreladas dos princípios de formação escolar, tais como: cursos de aprendizagem oferecidos por centros ou programas ocupacionais (ex: Pronatec e Sistema Sesi); experiência de trabalho supervisionado ou outra experiência adquirida fora do ambiente escolar, (ex: trabalho voluntário) ; estudos realizados em instituições de ensino nacionais ou estrangeiras; cursos realizados por meio de educação a distância etc.
• A Reforma e a BNCC servem para dificultar cada vez mais o ingresso da população de baixa renda na universidade. Aos pobres, só português e matemática. Aos abastados, todas as outras, disciplinas (certamente vendidas em pacotes extras) que ajudam a ingressar em uma boa universidade pública.
• Caso essa proposta de BNCC seja aprovada, as escolas terão reduzidos seus quadros de educadores/as, já que basicamente não precisarão de professores/as em sala de aula.
• Porém, até para os componentes curriculares (Português e Matemática), a reforma pretende oferecer conteúdos curriculares à distância diminuindo a necessidade de professores em sala de aula.
• Além de demissão em massa as relações de trabalho nas escolas serão precarizadas pela Reforma trabalhista (Lei 13.467/17) e pela possibilidade de contratação de pessoas com notório saber na Educação Técnica Profissional.
• O objetivo de mercantilizar o Ensino Médio, transferindo a parte flexível do currículo e até mesmo componentes da BNCC para a iniciativa privada através de Educação à Distância, é exigência dos maiores apoiadores da BNCC entre eles: Sistema S (SESI, SENAI, SESC, SENAC etc.), Federação Nacional das Escolas Particulares e o Sistema Globo de Comunicações, por meio de seus Telecursos.
• A mercantilização e a privatização do EM fomentadas pela reforma caminham em sintonia com a Emenda Constitucional nº95, que congela por vinte anos os investimentos públicos em Políticas Sociais inclusive na Educação
• A BNCC e a Reforma do EM fazem parte do projeto de Estado Mínimo de um governo sem legitimidade eleitoral.
Bananal, 02 de Agosto de 2018
Viomundo

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