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| Grau de violência baixou em relação a 2016/17, mas ainda é excessivo para parte da política alemã |
Apesar de tendência minguante, especialista em assuntos internos atribui agressões continuadas a agitação por populistas de direita e social-cristãos: "Instigação diária contra refugiados tem consequências concretas."
Os crimes contra migrantes e lares para refugiados na Alemanha diminuíram sensivelmente de frequência no primeiro semestre de 2018. Segundo o Ministério do Interior, até o fim de junho houve 627 agressões pessoais e 77 atentados a abrigos, resultando em 120 feridos.
Entre os delitos, registraram-se lesões corporais graves, incêndios provocados, danos materiais, incitação popular, injúrias e violações das leis de posse de arma. Os dados foram fornecidos em resposta a uma consulta da bancada parlamentar do partido A Esquerda.
Caso a tendência se mantenha, os números representariam uma queda significativa em relação ao ano de 2017 – em que o total de ataques contra refugiados e lares foi de 2.200 –, e mais ainda quanto a 2016 – quando as agressões chegaram a 3.500.
No entanto as estatísticas ainda são elevadas demais para o partido esquerdista. Este atribui a violência continuada contra migrantes à agitação popular por certos grupos políticos, sobretudo a populista de direita Alternativa para a Alemanha (AfD) e a conservadora União Social Cristã (CSU).
As cifras mostrariam que "a instigação quotidiana contra refugiados" acarreta consequências concretas, comentou a especialista do A Esquerda em assuntos internos Ulla Jelpke.
Ao que tudo indica, a AfD não se importa com esse efeito de sua incitação. "Mas também a CSU e o ministro do Interior Horst Seehofer [membro da legenda bávara] deveriam tomar conhecimento que a tematização unilateralmente negativa da imigração tem consequências graves para as pessoas afetadas": é preciso dar fim à propaganda de agitação, exigiu a deputada esquerdista.
DW

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