A matéria de capa do The New York Times, embora sobre fato do qual todos já desconfiavam – o apoio do Governo do EUA a grupos militares dentro da Venezuela – caiu como uma bomba nos círculos diplomáticos latinoamericanos, por estar a informação vinda de nada menos que onze fontes diferentes da administração Trump.
O governo Trump realizou reuniões secretas com oficiais militares rebeldes da Venezuela no ano passado para discutir seus planos de derrubar o presidente Nicolás Maduro, segundo autoridades americanas e um ex-comandante militar venezuelano que participou das negociações.
(…)
Em uma série de reuniões secretas no exterior, que começaram no final do ano passado e continuaram neste ano, os oficiais militares disseram ao governo americano que representavam algumas centenas de membros das forças armadas que tinham azedado o autoritarismo de Maduro.
Os policiais pediram aos Estados Unidos que fornecessem rádios criptografados, citando a necessidade de se comunicar com segurança, enquanto desenvolviam um plano para instalar um governo de transição para governar o país até que as eleições pudessem ser realizadas.
É evidente que, novamente dominada por governos sabujos aos EUA a reação da diplomacia será tímida, mas isso não evitará que ocorram protestos significativos e, pelo menos no curto prazo, mais dificuldades para que os norte-americanos pressionem outros países para que intervenham na Venezuela.
Porque espionagem – como os EUA nunca deixaram de fazer mesmo na Era Obama – é uma coisa, agir diretamente por um golpe de estado é outra, bem diferente: na frase do Rui Guerra, é o mesmo que a distância entre intenção e gesto.
Por nossas bandas aqui, já estamos sob ameaças bem mais explícitas, porque temos um candidato que, escandalosamente, bate continência para a bandeira norte-americana em churrascarias.
TIJOLAÇO

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