
Para quem teve a oportunidade de entrar algum grupo de família, igreja, ou qualquer outra sessão social que continha algum número relevante de apoiadores de Bolsonaro, já percebeu que as Fake News mais ridículas circulam no whatsapp, sem qualquer possibilidade de denúncia ou freio. Enquanto a esquerda e a própria direita institucionalizada age cercada por algoritmos das bolhas sociais do Facebook, os ratos agem no bueiro do subterrâneo das mensagens pessoais sem controle.
O que poucas pessoas compreendem, é que não se trata das regras do jogo, mas, da vida como ela é. Qualquer hacketivista meia boca sabe que em se tratando de geopolítica as regras são o vale tudo do anonimato. A esquerda não compreendeu que precisa se mobilizar a ter profissionais dedicados a essa prática. Ou, o PT vai ficar assistindo de camarote Haddad ser chamado de “anticristo” ou de próprio demônio no whatsapp? Por que é esse o nível intelectualmente rasteiro de informação teocrática que circulam nas mensagens.
Não se trata de memes, nem de textos, muito menos de bom humor. Ao contrário, trata-se de tática de guerrilha digital e informacional que fizeram as forças democráticas perderem a rede no golpe de 2016. Trata-se da sobrevivência da civilização contra a barbárie cuja humanidade desde a antiguidade ergueu muros que a separasse da animalidade. Nesse contexto, quem estava de guarda, não entregava flores, nem fazia ciranda. Afinal, há sempre aqueles dispostos ao sacrifício pelo objetivo real de preservação da civilidade, vide José Dirceu, por exemplo.
Então, os mais puritanos perguntarão: Ah! Então, você quer que a gente se rebaixe ao mesmo nível deles? Não, proponho que vá mais fundo no esgoto. Que saibamos que não se responde chumbo grosso em guerra, com cuspe e saliva. Mas, que se mantenha o trabalho institucionalizado e no bueiro se jogue com as mesmas armas, afinal, não se trata humanos mas, de dominadores vorazes pela escravização por um ultra-neoliberalismo radical e rastaquera, lembrando que essa agenda econômica de Bolsonaro não se realiza que não à bala. Afinal, quando for tarde demais, nossos principais intelectuais estarão exilados e/ou mortos. Aí, já era.
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