Bolsonaro, além de defender salários diferentes entre homens e mulheres, foi um dos únicos deputados que votou contra a PEC das Domésticas, que garantiu direitos básicos de qualquer trabalhador com carteira assinada a mulheres que trabalhavam em regime de semi-escravidão; na TV, o candidato se gabou do "feito". Relembre


Foto: Fabio Rodrigues/ Agencia Brasil



O candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL), para além das pautas morais e “em defesa da família” que encampa, é um histórico defensor da retirada de direitos. Além de defender salários diferentes entre homens e mulheres, apoiar a reforma trabalhista e da Previdência, além de aventar, como informou seu vice, acabar com o 13º salário, o militar da reserva foi um dos únicos deputados que votou, em 2012, contra a PEC 66/2012, conhecida como PEC das Domésticas.

Em um programa de TV exibido em 2015, inclusive, Bolsonaro se gabou do “feito”. “Fui o único deputado, nos dois turnos, que votou contra todos os direitos trabalhistas das empregadas domésticas”. Na verdade, ele não foi o único. A proposta venceu com esmagadores 347 votos a favor e 2 contra.

A PEC das Domésticas garantiu a mulheres que trabalhavam em regime de semi-escravidão (historicamente empregadas domésticas no Brasil dormiam no local de trabalho e prestavam os serviços por comida ou salários menores que um salário mínimo) os direitos básicos previstos em lei a qualquer trabalhador com carteira assinada, como jornada de 8 horas de trabalho, férias, 13º salário, direito à hora extra, seguro desemprego, FGTS, etc.

Relembre, no vídeo abaixo, o episódio em que o candidato do PSL se vangloriou por ter votado contra esses direitos.




Revista Fórum

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