
Jornal GGN - Logo após a divulgação pelo juiz Sérgio Moro das acusações do ex-ministro Antônio Palocci à Polícia Federal (PF) contra Lula e a divulgação da nova pesquisa Ibope favorecendo o candidato da extrema-direita, Jair Bolsonaro (PSL) explorou estes episódios para tentar se sobressair na sua campanha.
"A questão ideológica é tão, ou mais grave, que a corrupção no Brasil", disse Bolsonaro. "São dois males a ser combatido. O desaparelhamento do Estado, e o fim das indicações políticas, é o remédio que temos para salvar o Brasil", continuou, em publicação no Twitter.
A questão ideológica é tão, ou mais grave, que a corrupção no Brasil. São dois males a ser combatido. O desaparelhamento do Estado, e o fim das indicações políticas, é o remédio que temos para salvar o Brasil.— Jair Bolsonaro 1️⃣7️⃣ (@jairbolsonaro) 2 de outubro de 2018
A referência era direta às acusações de Palocci contra a cúpula do PT. O candidato busca mais intenções de voto, agora sob a bandeira de "combate à corrupção".
Por outro lado, já com a manifestação do PT em nota pública e da própria presidente do partido, a senadora Gleisi Hoffmann, Haddad seguiu sua agenda de campanha como programado, sem tratar do tema. Na manhã de hoje (02), visitou o laboratório Fiocruz, no Rio de Janeiro, e seguiu por atos políticos em Duque de Caxias e Nova Iguaçu.
Haddad, em visita a Fundação Oswaldo Cruz
Tampouco Haddad tratou de abrir confronto com o outro candidato da esquerda Ciro Gomes (PDT), que com cada vez menos intenções de votos nas pesquisas eleitorais, tenta ainda atrair o eleitorado de Haddad, criticando-o.
"Se o Brasil continuar dividido, a crise só vai aumentar. Por isso, tá na hora de unir o Brasil. As pesquisas mostram que eu ganho com folga tanto do Bolsonaro quanto do PT no segundo turno. Mas pra chegar lá, preciso do seu voto já no próximo domingo, dia 7. Não vote contra ninguém. Vote a favor do Brasil", disse Ciro, em vídeo nas redes sociais.
Ciro está paralisado na terceira posição, de acordo com as últimas pesquisas Ibope e Datafolha. Após os ataques a Haddad durante o debate na TV Record, na noite deste domingo (30), o candidato busca agora visitar nichos tradicionais do eleitorado do PT, como o ABC Paulista, berço dos sindicatos e de Lula, além de Bahia e Pernambuco.
GGN
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