A Folha de S.Paulo publicou hoje a reportagem “Empresários bancam campanha contra o PT pelo WhatsApp”, na qual afirma que “empresas estão comprando pacotes de disparos em massa de mensagens contra o PT no WhatsApp e preparam uma grande operação na semana anterior ao segundo turno”. A matéria afirma ainda que empresas pagam R$ 12 milhões para WhatsApp de Jair Bolsonaro.

O que talvez algumas pessoas não lembrem é que, em maio de 2018, o UOL publicou a matéria “Dono de sites criticados por fake news recebe dinheiro de deputado”. O deputado em questão é o coordenador da campanha de Bolsonaro e do mesmo partido dele: Fernando Francischini.

“Seis notas fiscais pagas pelo gabinete do deputado federal Fernando Francischini (PSL-PR), o Delegado Francischini, apontam que o parlamentar destinou R$ 24 mil de sua cota parlamentar, no período entre dezembro do ano passado e abril deste ano, para uma empresa em nome de um casal que administra uma rede de sites apontados como veículos que propagam fake news”, afirma o UOL.

A empresa é a Novo Brasil Digital e um dos seus donos é Ernani Fernandes. Ele é proprietário do domínio do site Folha Política, acusado diversas vezes de propagar fake news. Confira aqui os pagamentos: dezembro, janeiro, fevereiro, março e abril.

Seria uma mera coincidência, um acaso do destino, o coordenador político da campanha de Bolsonaro haver comprovadamente patrocinado fake news?

Vale notar que Francischini foi secretário de Segurança Pública do governo do Paraná. No dia 29 abril de 2015 ele coordenou a operação de contenção dos professores que protestavam em frente à Assembleia Legislativa. Essa operação resultou em mais de 200 pessoas feridas por balas de borracha e bombas de efeito moral.


Lula

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