Mais de 5.000 soldados americanos serão enviados à fronteira mexicana para impedir a entrada da caravana de migrantes de Honduras nos EUA. Eles vão se juntar aos cerca de 2.000 membros da Guarda Nacional que já estão no local, afirmou o general Terrence O’Shaughnessy nesta segunda-feira (29) durante uma coletiva de imprensa.


Caravana de migrantes no México, em 22 de outubro de 2018REUTERS/Ueslei Marcelino

“Não permitiremos que o grupo entre nos Estados Unidos de forma perigosa e ilegal”, disse Kevin McAleenan, chefe do serviço de proteção das fronteiras. O presidente norte-americano Donald Trump ressaltou diversas vezes nas últimas semanas que reforçaria o bloqueio na região próxima ao México.

“Várias gangues e pessoas muito más se juntaram à caravana, que se dirige à fronteira sul”, tuitou Trump nesta segunda-feira. “Por favor, voltem para casa, vocês não serão aceitos nos EUA, a menos que sigam um procedimento legal”, anunciou, denunciando uma “invasão”.

Migrantes se jogaram em rio turbulento


Centenas de migrantes hondurenhos, parte de uma outra caravana, se jogaram nesta segunda-feira nas águas do rio Suchiate, na Guatemala, para chegar ao México e continuar a caminhada rumo aos Estados Unidos. Para escapar do bloqueio policial na ponte que separa os dois países, o grupo, que inclui mulheres, crianças e idosos, decidiu fazer a travessia aquática.

Alguns atravessaram dentro de jangadas improvisadas, outros foram nadando e um terceiro grupo fez uma corrente humana para não serem levados pela correnteza. Um migrante foi morto no domingo (28) por um tiro de borracha, enquanto a caravana tentava furar o bloqueio policial.

O ministro mexicano do Interior, Alfonso Navarrete, descartou toda e qualquer responsabilidade das forças de ordem, que “não carregavam nenhuma arma”, segundo ele.


RFI

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