Senadora acusa candidato do PSL de 'patrocinar fraude nas eleições, manipulando e produzindo mentiras'. Campanha de Haddad entra no TSE contra adversário

por Redação RBA 

REPRODUÇÃO Em ação no TSE, campanha petista pede investigação sobre outdoors que comprometem eleição


São Paulo – Em discurso na tribuna do Senado nesta quarta-feira (17), a senadora Gleisi Hoffmanndenunciou as práticas de violência, disseminação de fake news e a presença de Steve Bannon, aliado de Donald Trump no processo eleitoral que levou o atual presidente à Casa Branca, na campanha de Jair Bolsonaro (PSL).

Segundo a senadora, foram registrados, no site mapadaviolencia.org, 104 casos de agressões e violência por disputas e discussões eleitorais, dos quais “quase cem por cento são promovidos por seguidores de Bolsonaro”.

“Os seus seguidores esfaqueiam gritando o seu nome, marcam com suásticas o corpo das pessoas e paredes de instituições. O senhor tem responsabilidade sim”, disse. Ela atribuiu ao deputado federal e líder nas pesquisas eleitorais a responsabilidade pelas mortes do capoeirista Moa do Katendê, na Bahia,de um travesti em São Paulo, "assassinado tendo seu nome gritado", de um cabeleireiro em Curitiba "cujo assassino gritou o seu nome".

“Acuso o senhor também de patrocinar fraude nas eleições, manipulando e produzindo mentiras veiculadas no submundo da internet, através de esquemas de WhatsApp pagos de fora deste país. Grupos de WhatsApp organizados nos Estados Unidos, Portugal e outros países impulsionam notícias para o Brasil.”

Segundo Gleisi, Bolsonaro recebe recursos ilegais estrangeiros. "Vai ter responder por isso. E vai ter que responder o que Steve Bannon está fazendo na sua campanha.” Ela afirmou que o esquema do candidato do PSL, com a ajuda de Bannon, distribui conteúdos que "disseminam o ódio, calúnias, difamações e orientações de violência".
Reunião no TSE

A presidenta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, realiza às 19h30 desta quarta (17) reunião com os coordenadores das campanhas dos candidatos à presidência Fernando Haddad (PT) e Bolsonaro. A pauta são as fake news nas mídias sociais.

A campanha de Haddad acusa o adversário de se valer da estratégia de espalhar notícias falsas de maneira indiscriminada, principalmente pelo WhatsApp. Na semana passada, o petista propôs um pacto com Bolsonaro sobre o tema, mas o candidato do PSL recusou. Decisões do TSE têm tirado notícias falsas da internet.


'Se desligar o WhatsApp por cinco dias, Bolsonaro desaparece', diz Haddad

Nesta quarta-feira, a campanha do candidato do PT à presidência, Fernando Haddad, entrou com Ação de Investigação Judicial Eleitoral no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo apuração de abuso de poder econômico por parte do seu adversário, Jair Bolsonaro (PSL), e que ele seja declarado inelegível. O PT pede a instauração de ação de investigação judicial eleitoral sobre outdoors com mensagens de apoio ao candidato em 33 municípios de 13 estados, no mínimo. Segundo os advogados, o processo eleitoral está comprometido.

“A ausência nas peças de identificação do CNPJ e da tiragem indicam que os custos para sua produção e locação de espaço publicitário não estarão nas prestações de contas eleitorais de qualquer candidato o partido”, dizem os advogados da campanha.

Segundo eles, as peças violam a transparência das contas eleitorais, “uma vez que injetam recursos de origem desconhecida na disputa eleitoral”.

A campanha pede ainda que o TSE instaure processo de investigação, e que Bolsonaro apresente defesa em até cinco dias.

De acordo com a argumentação dos advogados de Haddad, do escritório Aragão e Ferraro Advogados, “a uniformidade das peças publicitárias veiculadas pelos outdoors cotejados revelam a existência de uma ação orquestrada, a escapar da singela manifestação de apoiadores desavisados”.

Na terça (16), o TSE, determinou a retirada de vídeos no Facebook e Youtube nos quais Bolsonaro acusa o Ministério da Educação, sob a gestão de Haddad, de distribuir um “kit gay”, a escolas públicas.



Rede Brasil Atual

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