Por meio da colunista Miriam Leitão, o jornal O Globo, da família Marinho, decidiu abrir guerra à Record e denunciar a emissora do bispo Edir Macedo por crime eleitoral da Record, ao abrir espaço privilegiado ao candidato extremista Jair Bolsonaro, do PSL, que tem fugido dos debates; a colunista também denunciou a complacência do TSE com a violação legal: "O TSE tem se mantido numa inquietante aquiescência. É preciso dar, principalmente na televisão, espaços equânimes aos candidatos. É o que diz a lei. Bolsonaro está acima da lei falando com quem bem entende, sem que certos veículos estendam aos outros candidatos o mesmo espaço", diz ela
247 – Por meio da colunista Miriam Leitão, o jornal O Globo, da família Marinho, decidiu denunciar o crime eleitoral da Rede Record, do bispo Edir Macedo, que abriu espaço privilegiado ao candidato extremista Jair Bolsonaro, do PSL, que tem fugido dos debates. Miriam também denunciou a complacência do TSE com a violação legal cometida por uma emissora cujo dono declarou apoio ao candidato que representa a ascensão do fascismo no Brasil.
"O debate da TV Globo teve embates isolados e uma grande anomalia, que o petista Luiz Dulci definiu numa rápida conversa comigo, "é uma polarização com um dos polos ausente". Era isso, mas pior. O anormal da eleição ficou ainda maior porque Jair Bolsonaro, o líder das pesquisas, tem feito o que quer. A violência que ele sofreu não revogou as leis eleitorais, mas o TSE tem se mantido numa inquietante aquiescência. É preciso dar, principalmente na televisão, espaços equânimes aos candidatos. É o que diz a lei. Bolsonaro está acima da lei falando com quem bem entende, sem que certos veículos estendam aos outros candidatos o mesmo espaço", escreveu a jornalista.
"Os candidatos se submetiam ao contraditório, enquanto Bolsonaro falava para uma emissora na qual o chefe, o bispo Edir Macedo, já declarou seu voto nele. Esse é o centro da anomalia. Por isso as críticas de que ele 'amarelou' fizeram sentido. Ele certamente tem limitações físicas pela violência de que foi vítima, mas não pode usá-las para escolher apenas ambientes sob seu controle, enquanto os oponentes se expõem diariamente."
Leia aqui o artigo.
Brasil 247

"O debate da TV Globo teve embates isolados e uma grande anomalia, que o petista Luiz Dulci definiu numa rápida conversa comigo, "é uma polarização com um dos polos ausente". Era isso, mas pior. O anormal da eleição ficou ainda maior porque Jair Bolsonaro, o líder das pesquisas, tem feito o que quer. A violência que ele sofreu não revogou as leis eleitorais, mas o TSE tem se mantido numa inquietante aquiescência. É preciso dar, principalmente na televisão, espaços equânimes aos candidatos. É o que diz a lei. Bolsonaro está acima da lei falando com quem bem entende, sem que certos veículos estendam aos outros candidatos o mesmo espaço", escreveu a jornalista.
"Os candidatos se submetiam ao contraditório, enquanto Bolsonaro falava para uma emissora na qual o chefe, o bispo Edir Macedo, já declarou seu voto nele. Esse é o centro da anomalia. Por isso as críticas de que ele 'amarelou' fizeram sentido. Ele certamente tem limitações físicas pela violência de que foi vítima, mas não pode usá-las para escolher apenas ambientes sob seu controle, enquanto os oponentes se expõem diariamente."
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