A crise institucional no STF (Supremo Tribunal Federal) chegou a seu ponto mais alto na noite desta segunda-feira (1), quando o presidente da maior instância judiciária do País, ministro Dias Tóffoli, determinou que a decisão do ministro Ricardo Lewandowski, que autorizava o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (preso politicamente em Curitiba há 178 dias) a conceder entrevista para a Folha de São Paulo, fosse suspensa em face a decisão de outro ministro, Luiz Fux, escancarando que os ministros da Suprema Corte travam uma verdadeira guerra de liminares.

Tudo começou na semana passada, quando o ministro Ricardo Lewandowski havia concedido liminar autorizando o ex-presidente Lula a conceder entrevista para o jornal Folha de São Paulo. Contudo, inconstitucionalmente e sem base legal, outro ministro do STF, Luiz Fux, atravessou uma liminar proibindo Lula de ser entrevistado. Inconformado, Lewandowski, que classificou a ação como “censura”, emitiu nova liminar na noite desta segunda (1), autorizando novamente a entrevista. Poucas horas após, eis que surge um novo ator na história, o Presidente do STF, ministro Dias Toffoli, que determina, também sem base legal, seja cumprida a decisão de Fux, que proíbe a entrevista.

Nunca é demais lembrar que Toffoli tem em seu gabinete um general do alto comando do Exército, que é quem realmente dá as cartas dentro da Corte. O episódio serviu para deixar claro que, na guerra de liminares do STF, como em todas as guerras, quem manda mais são os generais.


Diário Causa Operária

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