Depois de muita polêmica, envolvendo Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Luiz Fux, o caso foi encaminhado para decisão da presidência do Supremo Tribunal Federal




Foto: Agência Brasil



Mais um capítulo da “novela” sobre a entrevista com Lula. Nesta quarta-feira (3), Ricardo Lewandowski, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu novamente a solicitação da defesa do ex-presidente e voltou a autorizar que ele seja entrevistado da sede da superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. No entanto, de acordo com informações de Amanda Pupo e Rafael Moraes Moura, do Estado de S.Paulo, como ainda vigora a decisão contrária do presidente do STF, Dias Toffoli, Lewandowski enviou o caso para ele decidir como será executada sua autorização. Em resumo: a palavra final é da presidência da Corte.

A possibilidade de Lula conceder entrevistas da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba provocou uma disputa entre Lewandowski e o ministro Luiz Fux, envolvendo também o presidente Dias Toffoli. O episódio acabou com Lula sendo impedido de conceder entrevistas até que o plenário da Corte decida sobre a matéria.

Depois disso, o próprio Lula pediu que Lewandowki autorize as entrevistas, o que acabou acontecendo. Contudo, Toffoli voltou a impedir o acesso da imprensa ao ex-presidente.

“Em face deste último ‘esclarecimento’ e diante da possibilidade de nova avocação de jurisdição a mim conferida por distribuição da própria presidência, a fim de evitar tumulto processual e instabilidade no sistema de Justiça, encaminha autos ao presidente, o ministro Dias Toffoli, para deliberar o que entender de direito”, escreveu Lewandowski.


Revista Fórum

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