Da mesma maneira que as formas de trapacear na política, bem como as formas de corrupção se sofisticam, o processo eleitoral também segue a mesma lógica da atualização de métodos de trapaça. Como fraudar urnas e eleições teoricamente infraudáveis? Fraundando a opinião alheia.

Os novos métodos de fraude, inaugurados pela mídia velha e de massa passaram a ser explorados de forma descentralizada e por ambientes de intervenção estrangeira, surgia a guerra hibrida. Nesse contexto, os testes com esse novo método se deu na “Primavera Árabe”, seguiu-se ao próximo passo de intervenção na Ucrânia, onde floresceu o nazismo. No Brasil, 2013 foi um excelente laboratório que desembocou numa grande crise política, inflada por uma forte crise das commodities, culminando no golpe parlamentar de 2016.

O Brasil, nesse momento, vivencia o entardecer de sua democracia, cuja morte, não se dá por uma ruptura mas, por pequenos e desastrosos retrocessos. Bolsonaro, por sua vez, é parte desses pequenos e graves retrocessos, dado que sua campanha é fundamentada em notícias falsas e mentiras que exploram o pior aspecto da civilização humana no Brasil, o medo e o preconceito. São informações que beiram o ridículo mas, que a capacidade intelectual das maiorias das pessoas não alcança, dado que vivem sob preceitos religiosos fundamentados em dogmas anti-científicos.

Assim, o momento atual não pode ser destacado de uma história recente que nos trouxe a esse momento fundamentado na ignorância e de forte apologia à burrice. Construiu-se o discurso de que é necessário tirar o PT “um pouquinho” do poder e tudo foi se somando à irracionalidade humana religiosamente fundamentalista. Talvez, seja uma lição necessária ao país e aos mais pobres, esse entardecer da humanidade e chegadas de uma longa noite civilizacional. Quem sabe a primavera chegue muito antes do que esperamos?


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