Como entender a mente de um fascista
.Por Profeta Gandalf.
Infelizmente o fascismo e ideologias afins estão se espalhando pelo mundo. No Brasil foi uma desagradável surpresa graças a fama de cordiais que os brasileiros possuem. É um sinal que até mesmo entre os brasileiros egoísmo somado com ignorância seguem em alta por aqui. O fascismo é um grande sinal de que estamos caminhando para um atraso humano.
Embora haja a evolução tecnológica (ou talvez por causa dela), estamos cada vez piores como seres humanos, mais burros e mais egoístas. Graças à virtualidade da internet e das pós verdades difundidas nelas, perdemos a noção de realidade e passamos a definir as coisas com base em convicções pessoais, não mais baseados no que se apresenta diante de nossos olhos.
O fascismo é na verdade o agravamento desta falta de noção da realidade. Fascistas agem como religiosos, construindo a sua racionalidade com base na crença muitas vezes em lendas e estereótipos, não raramente entrando em choque com a realidade. Para o fascista, realidade é apenas o que existe dentro da cabeça dele, o que faz agir de forma frequentemente equivocada.
Podemos considerar o fascismo uma espécie de droga ideológica. O curioso que muitos fascistas não se assumem como tais, dada a má fama que causa o rótulo. Preferem se auto-rotular de “homens de bem” (?!) pois acreditam na verdade em estarem lutando contra supostos vilões, num julgamento de valor que costuma ser extremamente injusto e cruel.
O conceito de vilania para eles tem muito a ver com suas convicções pessoais, o que comumente corresponde ao oposto. Frequentemente verdadeiros homens de bem são violentados por fascistas por causa desta confusão com base em estereótipos e crenças imbecis que não existem fora das mentes muito mal educadas de quem adere a ideais fascistas.
Fascistas são na verdade pessoas que criam uma espécie de maniqueísmo (sistema baseado em conceitos estereotipados de bondade e de maldade) elegem certas classes como “corretas” e o resto como “errada”, tendo que ser eliminada da sociedade para que os interesses da classe “correta” (que os fascistas assumem defender) sejam preservados.
Independente do tipo de fascismo, isso é visto em todas as ideologias que possam ser definidas como tal. O fascista se acha um justiceiro e a eliminação de quem não pensa como ele o transforma em uma ameaça que merece ser levada a sério. Mesmo que suas idéias sejam patéticas, não são nada cômicas. Quando se acham no “direito” de eliminar desafetos, fascistas não hesitam em fazer isso, pensando estar fazendo bem pelo menos à classe que eles pensam defender.
O crescimento de ideais fascistas deveria despertar mais a nossa atenção. O fascismo cria novos tipos de bandidos, longe daquele estereótipo que estamos acostumados a ver nos noticiários popularescos. Eles são criminosos e merecem ser tratados como tais pois atentam contra o mais básico dos direitos: o da vida. É preciso criminalizar ainda mais o fascismo, punindo com penas duras.
Enquanto os fascistas seguem soltos, devemos sempre ter cuidado. Evitar revelar suas preferências ideológicas a desconhecidos – algo quase impossível em época dominada pelas redes sociais – é um bom começo. Pelo menos evitamos de ser vítima de pessoas que vivem à procura de motivos para justificar seu ódio sádico, pensando estar fazendo bem à sociedade. (Do Pensando Além)
Carta Campinas
.Por Profeta Gandalf.
Embora haja a evolução tecnológica (ou talvez por causa dela), estamos cada vez piores como seres humanos, mais burros e mais egoístas. Graças à virtualidade da internet e das pós verdades difundidas nelas, perdemos a noção de realidade e passamos a definir as coisas com base em convicções pessoais, não mais baseados no que se apresenta diante de nossos olhos.
O fascismo é na verdade o agravamento desta falta de noção da realidade. Fascistas agem como religiosos, construindo a sua racionalidade com base na crença muitas vezes em lendas e estereótipos, não raramente entrando em choque com a realidade. Para o fascista, realidade é apenas o que existe dentro da cabeça dele, o que faz agir de forma frequentemente equivocada.
Podemos considerar o fascismo uma espécie de droga ideológica. O curioso que muitos fascistas não se assumem como tais, dada a má fama que causa o rótulo. Preferem se auto-rotular de “homens de bem” (?!) pois acreditam na verdade em estarem lutando contra supostos vilões, num julgamento de valor que costuma ser extremamente injusto e cruel.
O conceito de vilania para eles tem muito a ver com suas convicções pessoais, o que comumente corresponde ao oposto. Frequentemente verdadeiros homens de bem são violentados por fascistas por causa desta confusão com base em estereótipos e crenças imbecis que não existem fora das mentes muito mal educadas de quem adere a ideais fascistas.
Fascistas são na verdade pessoas que criam uma espécie de maniqueísmo (sistema baseado em conceitos estereotipados de bondade e de maldade) elegem certas classes como “corretas” e o resto como “errada”, tendo que ser eliminada da sociedade para que os interesses da classe “correta” (que os fascistas assumem defender) sejam preservados.
Independente do tipo de fascismo, isso é visto em todas as ideologias que possam ser definidas como tal. O fascista se acha um justiceiro e a eliminação de quem não pensa como ele o transforma em uma ameaça que merece ser levada a sério. Mesmo que suas idéias sejam patéticas, não são nada cômicas. Quando se acham no “direito” de eliminar desafetos, fascistas não hesitam em fazer isso, pensando estar fazendo bem pelo menos à classe que eles pensam defender.
O crescimento de ideais fascistas deveria despertar mais a nossa atenção. O fascismo cria novos tipos de bandidos, longe daquele estereótipo que estamos acostumados a ver nos noticiários popularescos. Eles são criminosos e merecem ser tratados como tais pois atentam contra o mais básico dos direitos: o da vida. É preciso criminalizar ainda mais o fascismo, punindo com penas duras.
Enquanto os fascistas seguem soltos, devemos sempre ter cuidado. Evitar revelar suas preferências ideológicas a desconhecidos – algo quase impossível em época dominada pelas redes sociais – é um bom começo. Pelo menos evitamos de ser vítima de pessoas que vivem à procura de motivos para justificar seu ódio sádico, pensando estar fazendo bem à sociedade. (Do Pensando Além)
Carta Campinas

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