Juiz Sérgio Moro. Foto Orlando Brito

É grande a torcida, entre os petistas, para que o juiz Sérgio Moro aceite o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro para assumir o Ministério da Justiça. É sopa no mel para o discurso dos que acusam Moro de antipetismo e de perseguição ao ex-presidente Lula em suas sentenças. Afinal, como explicar que o juiz algoz do PT virou ministro de seu principal adversário político?

Lula/Divulgação
O próximo passo dos advogados de Lula seria recorrer imediatamente ao STF para libertá-lo, e com grande chance de sucesso. Aliás, seu primeiro passo seria uma grande festa por terem se livrado de Moro em todos os processos, inclusive o de Atibaia, cuja sentença ainda não foi proferida e tem depoimento de Lula marcado para dia 1º de novembro. A simples formulação do convite ontem, em redes de TV, dará uma oportunidade ímpar a Lula de falar da politização de seu processo.

É sobretudo por isso que as apostas em Brasília são de que Moro dirá “não” a Bolsonaro, e rápido. Quanto mais demorar, mais estará contaminado politicamente pelo convite – colocando em risco a reputação de imparcialidade que todo juiz deve ter.

E o outro convite, para o STF? Segundo interlocutores, é esse que cala fundo no coração de Moro e que ele aceitaria, sem pestanejar. O problema é que esse ainda é um lote na lua, já que não se abriu ainda nenhuma das duas vagas previstas para os próximos quatro anos, o que ainda vai demorar, já que ninguém deseja o pior destino para alguém. Dos atuais 11 titulares da Suprema Corte. Aliás, há quem diga que a vitória bolsonariana trouxe ventos novos ao STF, que poderá entrar numa fase de inédita concordância e união interna.






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