Sou forçado a admitir que Jair Bolsonaro acertou na escolha de um bobalhão como Ministro das relações Exteriores.

Só uma pessoa sem o mínimo de brio e dignidade poderia se deixar, prazeirosamente, atropelar pelo “chanceler” brasileiro, ao menos para os EUA, que se tornou o filho do presidente eleito, Eduardo Bolsonaro.

Foi reunir-se em Washington com Jared Kushner, genro e conselheiro de Donald Trump, um personagem para lá de polêmico e filho e herdeiro empresarial do bilionário Charles Kushner, preso por evasão fiscal, doações de campanha ilegais e adulteração de testemunhas em 2004.

Filho e genro já não é boa coisa em matéria de tratamento de assuntos de Estado de dois governos, mas a coisa não parou por aí.

O decoro faltou na boca e na testa, também.

Na boca, quando Eduardo disse que a decisão de transferir a embaixada brasileira em Israel para Jerusalém está tomada, é apenas questão de data. Como ele não tem autoridade para decidir, só pode ser na base do “Papai me disse”.

O Brasil se junta, então, a um “seleto” grupo menos de dez países que acompanha Trump na provocação aos árabes: Guatemala, Honduras, Ilhas Marshall, Micronésia, Nauru, Palau e Togo, além da Costa Rica e do Paraguai, que foram antes dos EUA.

Brinca-se assim com uma comunidade internacional que representa 10% do superávit comercial brasileiro, com exportações que chegam a US$ 14 bi, quase o dobro do que importamos de todos os países árabes.

Vê-se aí um bom exemplo do que é “diplomacia sem ideologia”, não é? De fato, nem é preciso chegar à questão ideológica: antes de tudo é irresponsabilidade e estupidez.

Mas a cereja do bolo de Eduardo, na sua ânsia de aparecer, foi o boné “Trump 2020” com pediu para ser fotografado e filmado, segundo o G1.

Talvez os americanos queiram começar a pensar em colocar uma 51ª estrela em sua bandeira, da mesma forma que a elite de Porto Rico vem tentando fazer, sendo esnobada.

Que papelão, hein, senhores milicos?


TIJOLAÇO

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