A decisão do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), de acabar com o Mais Médicos, com o fim da participação dos mais de oito mil médicos cubanos no programa até o final do ano, poderá ser agravada caso seja exigido também a revalidação do diploma dos chamados “médicos intercambistas”, que são profissionais brasileiros formados no exterior ou estrangeiros de outras nacionalidades que também foram dispensados da revalidação do diploma para atuar no País.

A saída de mais esse contingente de médicos implicaria praticamente no colapso do Mais Médicos, ampliando o caos instalado nas cidades brasileiras pela falta de atendimento médico. Sem os intercambistas, continuarão pouco mais de 4 mil médicos brasileiros no programa.

Nesta sexta-feira(16), a Defensoria Pública da União (DPU) protocolou, junto à Justiça Federal, ação civil pública em que pede ao governo federal a manutenção das atuais regras do Mais Médicos e a abertura do programa a estrangeiros de qualquer nacionalidade. Segundo a DPU, o objetivo é evitar que a população seja prejudicada.

Bolsonaro não deixou claro, porém, se esses profissionais já seriam suspensos do programa assim que o novo governo tomar posse ou se poderiam continuar trabalhando até passar pela prova, que costuma ocorrer uma vez por ano.

A edição de 2018 já teve inscrições encerradas, portanto, os profissionais interessados em fazer o exame só poderiam prestá-lo no fim de 2019.

*Com Informações do Estadão Conteúdo


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