Em visita à Vigília Lula Livre nesta segunda (12), presidenta Nacional do PT convoca a militância para manter o apoio e solidariedade ao ex-presidente


Gleisi Hoffmann, presidenta do PT, na Vigília Lula Livre   Joka Madruga

Às vésperas de mais um julgamento de caráter político e cuja denúncia não se sustenta com base em provas, o foco da resistência agora é manter a mobilização e solidariedade ao ex-presidente Lula, mantido como preso político desde o dia 7 de abril. O recado foi dado pela presidenta Nacional do PT, Gleisi Hoffmann, na Vigília Lula Livre em Curitiba nesta segunda-feira (12).

Gleisi lembrou ainda da nova investida arbitrária contra Lula, que prestará depoimento na próxima quarta-feira (14) na 13ª Vara Federal da capital paranaense, ao ser impedido de disputar as eleições deste ano – na qual venceria, segundo as pesquisas de intenção de voto, no primeiro turno: “Este processo é outra mentira. Outra história mal contada porque o sítio (de Atibaia, que motivou a acusação) não é do Lula. Inventaram uma história dizendo que fizeram benfeitorias por conta de recursos da Petrobras. Quem é acusado de fazer estas benfeitorias disse que isso não é verdade”.

A presidenta do PT menciona também o caso dos pedalinhos citados no processo como suposta prova de que o sítio seria de Lula. “É cada coisa absurda nos processos. Mas eles querem fazer rápido para que antes de Moro se desligar para ser ministro quer que a juíza substituta julgue o presidente Lula”, completou.

Diante de mais uma ameaça àquele que deixou o governo federal com 85% de aprovação e foi o responsável pela maior revolução social já testemunhada no Brasil, Gleisi lembra da importância em manter a mobilização popular em nome do ex-presidente. “Temos que resistir e contar a verdade para o povo. E mais do que tudo mostrar solidariedade ao presidente Lula. Ali (na sede da Polícia Federal) não é o lugar do Lula, o lugar do lula é na rua com o povo brasileiro”, concluiu.

João Pedro Stedile, líder do MST, concorda e recordou os motivos que fizeram (e ainda fazem) parte do Judiciárioinsistir em criminalizar Lula. “Todo mundo achava que ele ia sair em três semanas. Achamos que o problema era só jurídico. Mas nós compreendemos que está preso não é a pessoa do Lula. É a esquerda brasileira. Ele só está preso porque é a simbologia maior da luta de classes”, completou.

Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, mostrou otimismo e levou recado do ex-presidente a todos os presentes: “Lula nos pediu para enviar um grande abraço e agradecer de coração toda a solidariedade que vocês estão demonstrando durante o ano todo. Quando ele sair a primeira coisa que ele vai fazer é vir agradecer pessoalmente. A luta é dura, é difícil, mas nós vamos continuar e vamos vencer”.
Vergonha aos olhos do mundo

Também presente na Vigília Lula Livre, a jurista Carol Proner explicou porque a liberdade de Lula devolveria credibilidade à democracia brasileira e ao judiciário do país. “Enquanto ele não for libertado a imagem do Brasil não vai ser bem percebida pelo mundo inteiro (…) Esse processo não é justo para a democracia brasileira. Lula preso não vai salvar a democracia brasileira”, relatou.

Sobre o Judiciário, prossegue Proner, os problemas recaem em especial sobre Sérgio Moro, responsável pela prisão política do ex-presidente e agora ministro do presidente eleito. “O juiz que o impediu de disputar as eleições e que causou todo esse problema imenso jurídico em nosso país agora é ministro do próximo governo. Admitiu, inclusive, que aceitou o cargo antes de mesmo do fim do processo eleitoral. Isso é inaceitável aos olhos do mundo. A imprensa de diversos países está se perguntando: como dizer que este juiz não agia politicamente?”, criticou.


Jurista Carol Proner na Vigília Lula Livre  Joka Madruga

Por Henrique Nunes da Agência PT de Notícias

Partido dos Trabalhadores

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