Ela era esposa do chefe de quadrilha envolvida com tráfico internacional de drogas



Depois de repercutir nas redes sociais por postar foto dando sorvete na boca deMourão, Carola Cimini concedeu entrevista ao jornal Extra para explicar sobre seu passado que envolve uma prisão pela Polícia Federal do Paraná na Operação Denarius, em 2014.

A operação desarticulou uma quadrilha de tráfico internacional de drogas. Na época, ela era esposa de Edvaldo Muniz da Silva, conhecido como Toni Boiada, apontado como o cabeça do grupo de traficantes.

“Na verdade, já estávamos separados. Me lembro como se fosse hoje. Eu estava dormindo quando os policiais federais chegaram ao meu apartamento. Bateram várias vezes na porta e, quando abri, foram entrando com um mandado de busca e apreensão. Eu não entendi nada. Um delegado mandou eu arrumar uma mala com roupas confortáveis e ir com ele para a sede da PF”, contou.

Carola foi processada e ficou de frente com Sérgio Moro, mas não foi encontrada nenhuma evidência de envolvimento com a quadrilha, sendo liberada após dez dias de prisão. “Fui absolvida de tudo. respondi ao processo durante dois anos e ficou provado que nada tinha de errado comigo. Mas isso me atrapalha até hoje”, diz.

Nascida em Rondônia, ela foi trazida para o Paraná aos 17 anos de idade quando conheceu o ex-marido. Toni Boiada dava uma mesada de R$ 30 mil à esposa, mas com o fim do casamento ela declara que ficou sem nada. “Saí da prisão e fui para casa de uma amiga. Perdi tudo. Carro, apartamento, tudo…”. Já nos autos do processo no Supremo Tribunal Federal, consta que Carola recebia um salário de R$ 831 e um apartamento no valor de R$ 192 mil, bem incompatível com sua renda.

Atualmente, ela trabalha como maquiadora e faz curso para pilotar aviões particulares.




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