Fabrício Queiroz, na entrevista ao SBT: “pano rápido”
PUBLICADO ORIGINALMENTE NO FACEBOOK DO AUTOR
Não importa que sua desculpa tenha sido absolutamente inconvincente. Que mesmo na improbabilíssima hipótese de que a tal compra e venda de carros fosse verdade, faltaria explicar a ausência de documentação, a coincidência das datas, a natureza da clientela, a dispersão das agências bancárias, a conveniente doença e, sobretudo, o modo de vida incompatível com as quantias movimentadas.
Mas, mesmo risível, a história permite ao “mito” dizer que “tudo está explicado”. Seus seguidores, que ficam felizes ao acreditar em barbaridades muito piores, engolirão mais essa sem pestanejar. Seus aliados de ocasião têm interesses que falam bem mais alto do que a preocupação com a verdade ou a honestidade. Não vai haver CPI. O que resta da imprensa falará em “explicação discutível” e encerrará o caso. E o MP provavelmente terá bons incentivos para transformar o caso em moeda de troca.
Com o fim dos governos do PT, voltamos ao modelo dos tempo de Sarney e FHC, quando os escândalos são só marola, inconvenientes mas com pouca consequência. Temer já inaugurou esta restauração, que o capitão há de consolidar. Esta foi a grande conquista da “luta contra a corrupção”.
Por Luís Felipe Miguel
Mas, mesmo risível, a história permite ao “mito” dizer que “tudo está explicado”. Seus seguidores, que ficam felizes ao acreditar em barbaridades muito piores, engolirão mais essa sem pestanejar. Seus aliados de ocasião têm interesses que falam bem mais alto do que a preocupação com a verdade ou a honestidade. Não vai haver CPI. O que resta da imprensa falará em “explicação discutível” e encerrará o caso. E o MP provavelmente terá bons incentivos para transformar o caso em moeda de troca.
Com o fim dos governos do PT, voltamos ao modelo dos tempo de Sarney e FHC, quando os escândalos são só marola, inconvenientes mas com pouca consequência. Temer já inaugurou esta restauração, que o capitão há de consolidar. Esta foi a grande conquista da “luta contra a corrupção”.
Por Luís Felipe Miguel

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