Na semana passada, O Globo mostrou que Queiroz vive num bairro humilde no Rio, onde as casas são coladas umas nas outras. Segundo o Coaf, ele não tinha renda nem patrimônio compatíveis com as transações suspeitas que somaram R$ 1,2 milhão ao longo de 2016/2017.
Foto: Reprodução/Globonews
Queiroz recebia cerca de R$ 20 mil. Desse total, R$ 8,5 mil correspondia ao salário no gabinete do filho do presidente e o restante era fruto de vínculo com a Polícia Militar do Rio.
No mês da eleição presidencial, Queiroz pediu exoneração do cargo após passar cerca de uma década assessorando um dos Bolsonaro. Ele é amigo da família, segundo admitido por Jair Bolsonaro, e foi pego pelo Coaf repassando R$ 24 mil para Michelle Bolsonaro. O presidente eleito diz que foi pagamento por um empréstimo.
Entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão em uma "conta de passagem", segundo análise do Coaf. Pelo menos 9 assessores do gabinete de Flávio Bolsonaro faziam depósitos nesta conta todos os meses, em datas que coincidem com o dia de pagamento na Assembleia Legislativa.
Depois, Queiroz sacava o dinheiro, também em espécie, numa operação que as autoridades consideram típica de quem tenta dificultar o conhecimento sobre a origem e o destino final dos recursos.
Queiroz, segundo Flávio Bolsonaro, decidiu não falar com a imprensa. Ele ainda não prestou esclarecimentos ao Ministério Público.
Na semana passada, O Globo mostrou que Queiroz vive num bairro humilde no Rio, onde as casas são coladas umas nas outras. Segundo o Coaf, ele não tinha renda nem patrimônio compatíveis com as transações suspeitas que somaram R$ 1,2 milhão ao longo de 2016/2017.
GGN

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