Não passa um dia sem que Bolsonaro e família façam algum ataque grosseiro ao ex-presidente Lula, encarcerado há 9 meses em Curitiba.
Preparados para a guerra, militares precisam sempre de um inimigo a ser abatido para justificar a própria existência.
Lula foi escolhido para ser esse inimigo.
Fora do Exército há 30 anos, o mesmo tempo em que virou político profissional do baixo clero, o capitão reformado quer herdar a popularidade de Lula como seu antagonista, combatendo-o mesmo depois da eleição.
Em suas manifestações nas redes sociais, declarações truncadas e camisetas usadas pela família no melhor estilo Collor, Bolsonaro sempre dá um jeito de alvejar Lula.
Mais de uma vez, o presidente eleito já ameaçou seus aliados com a volta do PT se não forem fiéis a ele.
(Conheça e apoie o projeto Jornalistas pela Democracia)
Com a oposição em férias, respeitando obsequioso silêncio ao vencedor, esta é uma guerra, por enquanto, que tem um lado só.
Quando o governo começar e enfrentar seus primeiros problemas podem apostar que ele jogará toda a responsabilizado em Lula e no PT.
Afinal, ele se elegeu com os votos do antipetismo e até agora não conseguiu apresentar um programa de governo.
Com seu exótico ministério montado em feudos, em que os militares se destacam, durante o governo de transição ele se aproximou cada vez mais dos quartéis e dos templos evangélicos.
Com bobagens como escola sem partido, globalismo, goiabeiras, kit gay, vai distraindo a distinta plateia porque até agora não conseguiu dizer o que pretende fazer no governo, além de continuar batendo nos “vermelhos”, o genérico com que identifica seus inimigos.
Amigos de verdade, além de Trump e Bibi, são tipos como o motorista Queiroz, cevado no clientelismo dos gabinetes da família.
Essa dança do poder até aqui deprimente tem prazo de validade.
A mesma rede social das fake news que o levou ao poder pode se voltar contra ele, mais cedo do que imagina, quando o eleitorado se der conta de que votou numa grande farsa.
Enquanto Guedes quebra a cabeça para ver onde pode cortar e o que vender para fechar as contas, caberá a Moro mandar prender e arrebentar para ganhar as manchetes e esconder as investigações sobre a “movimentação atípica” da conta bancária de Queiroz.
É o que nos espera nos primeiros dias do novo governo.
Nada muito animador, a não ser para os mais fanáticos e cegos de ódio seguidores do “Mito”, que continuam em campanha nas redes do bolsonarismo.
Campanha para que?, pode-se perguntar.
Faltam agora só três dias.
Bom final de semana a todos.
Vida que segue.
Brasil 247

Postar um comentário
-Os comentários reproduzidos não refletem necessariamente a linha editorial do blog
-São impublicáveis acusações de carácter criminal, insultos, linguagem grosseira ou difamatória, violações da vida privada, incitações ao ódio ou à violência, ou que preconizem violações dos direitos humanos;
-São intoleráveis comentários racistas, xenófobos, sexistas, obscenos, homofóbicos, assim como comentários de tom extremista, violento ou de qualquer forma ofensivo em questões de etnia, nacionalidade, identidade, religião, filiação política ou partidária, clube, idade, género, preferências sexuais, incapacidade ou doença;
-É inaceitável conteúdo comercial, publicitário (Compre Bicicletas ZZZ), partidário ou propagandístico (Vota Partido XXX!);
-Os comentários não podem incluir moradas, endereços de e-mail ou números de telefone;
-Não são permitidos comentários repetidos, quer estes sejam escritos no mesmo artigo ou em artigos diferentes;
-Os comentários devem visar o tema do artigo em que são submetidos. Os comentários “fora de tópico” não serão publicados;