A notícia, que cai como uma bomba sobre a família Bolsonaro, e também atinge a esposa do presidente eleito, Michelle, foi divulgada pelo Estadão, nesta quinta (6).
Foto: Alerj
A notícia, que cai como uma bomba sobre a família Bolsonaro, e também atinge a esposa do presidente eleito, Michelle, foi divulgada pelo Estadão, nesta quinta (6).
Além da movimentação suspeita, Fabrício também foi relatado por ter movimentado ao menos R$ 320 mil em espécie de maneira atípica, com saques feitos inclusive de dentro de agência bancária disponível na Assembleia do Rio de Janeiro. Lá, ele retirou R$ 159 mil.
"Também chamou a atenção dos investigadores as transações realizadas entre Queiroz e outros funcionários da Assembleia. O documento lista todas as movimentações e seus destinatários ou remetentes", narrou o Estadão, sem fornecer os detalhes.
As autoridades consideram os saques suspeitos porque eles podem ser utilizados como método para dificultar o rastreio do destino dos recursos. Além disso, pela análise do banco, Fabrício costuma movimentar recursos pessoais em outro tipo de transação que não o saque.
O nome de Fabrício foi encontrado em um relatório do Coaf anexado pelo Ministério Público Federal à investigação que originou a Operação Furna da Onça, que prendeu 10 deputados estaduais do Rio de Janeiro no mês passado.
O Coaf listou 22 assessores da Câmara com movimentações suspeitas que somam R$ 222 milhões. Fabrício era o número 20, mas não foi alvo da operação. Ele só aparece na lista porque os procuradores da República pediram para o Coaf relatar todos os assessores da Assembleia do Rio que tenham sido objeto de comunicação de "transações financeiras suspeitas".
Segundo o Estadão, Fabrício ganhava salário de R$ 8,5 mil como segurança e motorista de Flávio Bolsonaro. Ele também recebeu rendimentos mensais de R$ 12,6 mil da Polícia Militar. Ao longo de um ano, a soma dos salários dá menos de um quarto dos R$ 1,2 milhão movimentados de maneira suspeita em 2016.
Fabrício também assinou um cheque para Michelle Bolsonaro que chamou atenção das autoridades.
Procurado, o ex-assessor disse que não sabe nada sobre a movimentação suspeita. Flávio Bolsonaro disse, por meio da assessoria de imprensa, que tem com Fabrício relação de "confiança e amizade" e que ao longo de uma década de serviço, não tomou conhecimento de fatos que "desabonem" o profissional. Segundo o parlamentar, a exoneração do assessor se deu em outubro de 2018, a pedido dele.
Ao longo da disputa eleitoral, a Folha de S. Paulo revelou outros dois escândalos envolvendo Bolsonaro: um processo de divórcio polêmico, em que a ex-esposa fez acordo para não comentar, e o chamado "caixa 2 do WhatsApp", que levou o capitão da reserva ao caminho da vitória, com empresas privadas financiando ataques e disparos de fake news contra o PT, nas redes sociais.
Ao longo da disputa eleitoral, a Folha de S. Paulo revelou um processo de divórcio de Jair Bolsonaro e o escândalo do caixa 2 do WhatsApp.
GGN

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