"Se, por um lado, o seu sumiço evidencia a gravidade do que teria para contar – com repercussões amargas não só para ele, mas para o clã do seu chefe – por outro impede o avanço das investigações", afirma o colunista Alex Solnik ao comentar o estranho, mas estratégico, desaparecimento do assessor da família Bolsonaro, o motorista Fabrício Queiroz, após ser revelado as vultuosas movimentações financeiras em sua conta, que chegou a R$ 1,2 milhão, segundo o Coaf, incluindo um depósito na conta da futura primeira-dama, Michele Bolsonaro
E possivelmente com outra identidade e outro nome.
No mesmo dia em que foi demitido sem nenhum motivo aparente do gabinete do deputado estadual Flávio Bolsonaro – a 15 de outubro último - ou foi instruído pelo chefe ou resolveu por conta própria dar o fora para não voltar nunca mais.
Ele fora desmascarado pelo Coaf.
E tinha um cheque à futura primeira-dama no pacote.
Mas só o clã sabia disso àquela altura. E ninguém conhecia Queiróz. Por isso foi fácil sumir.
A sua filha, demitida no mesmo dia, também tomou doril.
Se, por um lado, o seu sumiço evidencia a gravidade do que teria para contar – com repercussões amargas não só para ele, mas para o clã do seu chefe – por outro impede o avanço das investigações.
Não haverá o que fazer se ele não for encontrado para dar explicações. O destino do caso será o arquivo. Ninguém pode esclarecer o caso a não ser ele. Só ele sabe o que era feito com o dinheiro depois de sair da sua conta.
Sem Queiróz a investigação morre.
Por isso o sumiço dele interessa a Bolsonaro.
Brasil 247

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