Liberalismo nos olhos dos outros é refresco. Paulo Guedes, o ministro da Economia, propõe um choque que amplia privilégio a bancos privados e mete ferro nos trabalhadores.
O guru de Jair Bolsonaro (PSL), além de corroborar com o decreto presidencial que reduziu o salário mínimo de R$ 1.006,00 para R$ 998, também quer a “estatização do crédito”, isto é, a transferência das trilionárias carteiras de créditos para os bancos privados.
Até o mais desavisado comedor de alfafa sabe que bancos públicos e privados disputam no braço as carteiras de crédito, inclusive as contas de servidores e de órgãos públicos pelo país afora. Guedes quer doar esse tesouro para os banqueiros.
Paulo Guedes é um homem do mercado financeiro. Ele foi um dos fundadores do Banco Pactual, hoje BTG Pactual, de André Esteves. Trata-se de uma instituição que tem alto interesse nas prometidas privatizações.
A reforma da previdência, qual seja, o fim da aposentadoria, é outra mina de ouro para os banqueiros. Eles querem comandar o “título de capitalização”, aos moldes do ‘Baú da Felicidade’ de Silvio Santos, dono do SBT, que também já quebrou um banco (Banco PanAmericano, que foi vendido em 2011 para BTG Pactual).
O choque de “liberalismo” só para os olhos do povão, que seguirá levando ferro — agora com a grife “Capitão”. A velha mídia, evidente, aplaude.
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