Em um dia como este, representantes das maiores potências do mundo estavam reunidos em Paris para dar início às longas e complicadas negociações que marcaram oficialmente o fim da Primeira Guerra Mundial. Os líderes dos países vitoriosos - França, Grã-Bretanha, Estados Unidos e Itália - conduziriam a maioria das decisões cruciais ao longo dos próximos seis meses. Durante a maior parte da conferência, o presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson, sustentou a ideia de uma "uma paz sem vitória" e defendia que a Alemanha, considerada a maior perdedora da guerra, não recebesse punições exageradamente severas. Por outro lado, os primeiros-ministros Georges Clemenceau, da França, e David Lloyd George, da Grã-Bretanha, argumentaram que era preciso punir a Alemanha adequadamente, garantir que o país ficasse enfraquecido e pagasse os enormes custos da guerra.
Representantes da Alemanha foram excluídos da conferência de paz até maio. Quando chegaram a Paris, foram presenteados com um projeto do Tratado de Versalhes. Eles acreditaram nas promessas de Wilson, mas ficaram profundamente frustrados e desiludidos pelo tratado, que tirava da Alemanha uma grande quantidade de territórios. Pior ainda, o artigo 231 forçou a Alemanha a aceitar a culpa exclusiva da guerra.
O Tratado de Versalhes foi assinado em 28 de junho de 1919, cinco anos depois que um nacionalista sérvio assassinou o arquiduque austríaco Franz Ferdinand e provocou o início da Primeira Guerra Mundial. Nas décadas posteriores, a raiva e o ressentimento do tratado e dos seus autores foram crescendo na Alemanha. Extremistas, como o nacional-socialista (nazista) Adolf Hitler aproveitaram este ambiente para ganhar poder, um processo que levou a exatamente o que ninguém mais queria: uma segunda guerra devastadora e global.
Imagem: Helen Johns Kirtland (1890-1979) and Lucian Swift Kirtland (died 1965) (US National Archives) [Domínio público], via Wikimedia Commons
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