(foto fernando frazão – agência brasil)

.Por Susiana Drapeau.

Uma das várias acusações do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) na operação Intocáveis, que prendeu milicianos, está a de posse e porte ilegal de armas. A operação também revelou a proximidade de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, com os milicianos de Rio das Pedras e Muzema.(veja link)

Com o decreto das armas assinado pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), os milicianos terão maior facilidade para adquirir armas de forma legalizada, assim como um maior número de armas ilegais estarão em circulação, barateando os custos para o crime organizado. Essa é uma regra da oferda e da demanda. Quanto mais armas ilegais em circulação, mas baixo o custo para adquiri-las.

O decreto de Bolsonaro traz dois benefícios importantes para os milicianos: primeiro baixa os custos das armas para a manutenção das milícias e, com isso, também permite que a milícia monte um arsenal para enfrentar a polícia e ameaçar os comerciantes e a população.

Os mais prejudicados nessa situação são os policiais militares que trabalham na rua e participam de ações policiais contra milicianos. Com o aumento de armas em circulação, não só milicianos, mas também os traficantes terão seus custos reduzidos com o aumento da oferta de armas no mercado ilegal.


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