Além da gratuidade, governo quer ampliar rede ferroviária
Medida busca estimular uso de ônibus, trens e metrô para combater o aquecimento global. Iniciativa é inédita na Europa. Governo já subsidia 90% dos gastos em transporte público.
O ministro da Infraestrutura de Luxemburgo, François Bausch, anunciou nesta segunda-feira (21/01) que o trabalho público deve ser gratuito no país a partir de março de 2020. A iniciativa visa estimular uso de ônibus, trens e metrô para tirar carros de circulação e, desta maneira, reduzir emissões que causam o aquecimento global.
Segundo Bausch, a gratuidade do transporte público é uma medida social importante, mas sozinha não é suficiente para garantir que as pessoas deixem de usar o carro. A iniciativa é inédita num país europeu.
A mudança deve custar ao governo 41 milhões de euros por ano e será financiado por impostos. Atualmente, o Estado já subsidia mais de 90% dos gastos nesta área, que chegam a 491 milhões de euros ao ano.
A gratuidade não será válida para a primeira classe em trens. Além disso, em algumas linhas de ônibus que são operadas por municípios a decisão de liberar a compra da passagem caberá as autoridades locais.
A mudança faz parte do novo conceito de mobilidade do país, que pretende ampliar ainda o setor de transporte público. Até 2023, O governo quer investir 2,2 bilhões de euros em ferrovias, e até 2030 substituir a toda frota de ônibus pública por veículos elétricos.
O maior sindicato de transportes do país se mostrou cético com os planos e disse que a mudança ameaça o trabalho de 350 funcionários que vendem passagens e que fazem controles em trens e metrôs.
Luxemburgo tem cerca de 600 mil habitantes. Segundo a revista eletrônica alemã Bento, cerca de 200 mil pessoas viajam diariamente ao pequeno país a partir da França ou da Alemanha para trabalhar. Esses também serão beneficiados e poderão usar o transporte gratuito ao cruzar a fronteira.
DW

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