O no dia 28 de janeiro de 1997 morria, no Rio de Janeiro, Antônio Callado, jornalista, romancista, biógrafo e dramaturgo. Nascido em 26 de janeiro de 1917, em Niterói (RJ), Callado, como jornalista, se destacou por suas grandes reportagens. Em 1941, em plena Segunda Guerra Mundial, ele se mudou para Londres, onde trabalhou para a BBC até 1947. Após a libertação de Paris, trabalhou no serviço brasileiro da La Radiodiffusion-télévision française (RTF). No seu retorno ao Brasil, decidiu conhecer melhor o seu país e viaja para o interior, onde satisfaz o desejo de escrever reportagens sobre o Nordeste, o Xingu, Francisco Julião, entre outros assuntos.
Quem opta pelo regime autoritário não tem fé nem apreço pela criação artística.Antonio Callado
Entre 1954 e 1960, foi redator-chefe do Correio da Manhã e, depois, trabalhou para a Enciclopédia Britânica, onde chefiou a equipe que produziu a primeira edição da Enciclopédia Barsa, publicada em 1963. Seu histórico de grandes reportagens teve sequência no Jornal do Brasil com a cobertura da Guerra do Vietnã, em 1968. Em 1974, foi professor das universidades de Cambridge, na Inglaterra, e de Columbia, nos Estados Unidos. Em 1975, passou a se dedicar à literatura e às peças teatrais. Um dos seus espetáculos de maior sucesso foi Pedro Mico, dirigida por Paulo Francis. Entre seus romances, destaque para Quarup, de 1967. Callado recebeu vários prêmio durante a sua carreira, tanto no Brasil como no exterior. Em 1943, se casou com a inglesa Jean Maxine Watson, funcionária da BBC, com quem teve três filhos. Em 1976, casou-se outra vez, com Ana Arruda.
Imagem: Shutterstock.com
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